Pelo menos quarenta prefeitos do
interior do Ceará se reuniram na manhã de ontem, no Palácio da Abolição, para
fazer coro à volta da nova CPMF. Com recurso oriundo do Fundo de Participação
dos Municípios (FPM) cada vez mais enxuto, devido à queda na atividade
econômica do País, o retorno do polêmico imposto é a saída vista por gestores
municipais para aliviar os cofres das prefeituras.
O encontro, organizado pela
Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece), contou com a presença da
Confederação Nacional dos Municípios (CNM) e da União de Vereadores e Câmaras
do Ceará (UVC).
Para o presidente da Aprece,
Expedito Nascimento, esse é o momento de articulação entre os prefeitos e
deputados federais no sentido de conquistar apoio à proposta no Congresso
Nacional.
“Não se está votando só na CPMF,
está votando-se na salvação do município. Se o deputado foi votado no
município, se ele foi apoiado pelo prefeito do município, chegou o momento do
prefeito cobrar o retorno em torno desse voto”, defendeu.
Em relação à impopularidade da
pauta na sociedade, o presidente afirmou que os prefeitos estão “vestindo a
camisa da CPMF” e que precisam do apoio dos deputados. “Se eles (deputados)
tiverem um projeto popular que traga dinheiro urgente para salvar os municípios
nos apresente”, acrescentou.
O presidente da UVC, vereador
César Veras, pediu a união de prefeitos e parlamentares municipais no sentido
de fortalecer o movimento em torno da aprovação do imposto. “Temos força
suficiente para cobrar dos nossos representantes (no Congresso) a provação
imediata da CPMF. A meu ver, é a única solução para tirar os nossos municípios
da falência que se encontram hoje”.
Representando a CNM, o
supervisor dos estudos técnicos do órgão, Ilton Silva, defendeu também a volta
do imposto afirmando que cerca dos R$ 14,4 bilhões previstos para os municípios
seriam fundamentais para investimentos na saúde e educação.
Ainda não há previsão da data de
votação da PEC do novo imposto na Câmara dos Deputados.