A manicure Aline Nascimento, mãe da criança que sobreviveu a uma queda do terceiro andar de um prédio em Fortaleza nesta sexta-feira (15), disse ao G1 que o acidente foi uma fatalidade e que se incomoda com as opiniões de vizinhos sobre a conduta dela em relação à criança.
"As pessoas já começaram a me julgar. A mulher daqui de baixo me
chamou de irresponsável. Quando acontece uma coisa dessas, dizem que a mãe é
irresponsável, mas não é, de jeito nenhum. Toda fatalidade dessas acontece com
todo mundo", afirma. Aline tem 29 anos e é mãe de outros dois garotos. Ela
nasceu no Piauí e mora em Fortaleza há cinco anos em uma apartamento de três
cômodos que divide com dois irmãos.
Aline Nascimento acredita que a "proteção divina" pode ter
salvo a pequena Beatriz, que resistiu à queda de cerca de 12 metros com alguns
arranhões na testa. "É porque tinha que acontecer, porque nada acontece
por acaso. Foi só Deus mesmo para salvar a minha filha", disse.
Com orgulho em dizer que sua "caçula e única filha renasceu", Aline
afirmou que vai tomar precauções para evitar que aconteça novamente algo
parecido. "A lição que fica é ter mais atenção com a minha filha." A
manicure diz ainda que pretende morar em outro lugar.
Mãe explica o acidente
Aline disse que a filha caiu do prédio no momento em que família dormia, por
volta das 6h. "Foi coisa assim de um minuto, que eu fechei o olho e só
escutei o grito dela. Quando procurei, ela não estava em casa", relata a
manicure Aline Joice Nascimento, de 29 anos, mãe de Helena Beatriz.
A cama onde a mãe e filha dormiam fica próxima à janela do apartamento.
Segundo Aline, Beatriz tentava alcançar brinquedos que estavam na janela,
quando sofreu o acidente.
"A cama fica um pouco longe da janela justamente por causa do
risco. Quem mora em apartamento, independente de ser baixo ou não, é arriscado,
é um perigo. Mas como os brinquedos estavam encostados na janela, quando eu vi
que ela queria pegar, já tinha acontecido", afirma.