A equipe de transição de Jair Bolsonaro (PSL) analisa uma possível extinção do Ministério do Trabalho. As atribuições da pasta seriam divididas com outros órgãos e ministérios para garantir a condução dos temas de maneira mais eficiente. Aliados defendem a associação com a Presidência da República.
Nas discussões, estuda-se como seria a melhor maneira de fazer a divisão das funções da pasta. Desta maneira, a concessão de benefícios sociais, gestão de política de trabalho e renda, por exemplo, seriam transferidos para o Ministério da Economia, sob comando de Paulo Guedes.
A equipe de Bolsonaro também analisa sobre como lidar com questões sindicais e de fiscalização. João Carlos Gonçalves, secretário-geral da Força Sindical, criticou o possível fim do Ministério do Trabalho. O sindicalista classificou a medida como "nefasta".
Mais cedo, o Ministério do Trabalho divulgou uma nota em defesa da pasta, mas não falou sobre a possível extinção. Leia a íntegra:
O Ministério do Trabalho, criado com o espírito revolucionário de harmonizar as relações entre capital e trabalho em favor do progresso do Brasil, completa 88 anos de existência no próximo dia 26 de novembro e se mantém desde sempre como a casa materna dos maiores anseios da classe trabalhadora e do empresariado moderno, que, unidos, buscam o melhor para todos os brasileiros.
O futuro do trabalho e suas múltiplas e complexas relações precisam de um ambiente institucional adequado para a sua compatibilização produtiva, e o Ministério do Trabalho, que recebeu profundas melhorias nos últimos meses, é seguramente capaz de coordenar as forças produtivas no melhor caminho a ser trilhado pela Nação Brasileira, na efetivação do comando constitucional de buscar o pleno emprego e a melhoria da qualidade de vida dos brasileiros.