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A guerra pelo tempo é um fator primordial

Governo quer enfrentar o processo de impeachment o quanto antes. Oposição espera apoio das ruas

O governo tem pressa. Após o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), acatar a abertura de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT), aliados da petista iniciaram imediatamente os trabalhos com a base governista para antecipar o trâmite do processo na Casa. 

 

O Planalto trabalha para suspender o recesso do Congresso Nacional, que começaria no dia 22 de dezembro. O Governo Federal avalia ter maioria na Câmara para barrar o impeachment ainda na comissão especial que deve ser criada na próxima segunda-feira, 7. 

 

Antes a favor de encurtar o tempo do processo, a oposição mudou o discurso e agora quer postergar a apreciação na comissão. Deputados oposicionistas esperam mobilizar as ruas em torno da deposição de Dilma enquanto a Câmara retoma os trabalhos, no final de janeiro.

 

“Só vai ter impeachment se tiver rua. E é difícil imaginar que haja uma mobilização em massa durante o Natal e o Ano Novo”, avaliou o líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), a favor do recesso parlamentar.

 

Oposição dividida

A decisão, no entanto, tem dividido setores da oposição. O senador Ronaldo Caiado, líder do DEM na Casa, discorda da posição dos tucanos e defende que o recesso seja suspenso. “Por que esse ato diante de um quadro tão grave? Eu não consigo explicar para o eleitor que eu vou sair de recesso em dezembro e só volto em fevereiro. Qual é o exemplo que se dá para o País? Se a população enxerga que os líderes estão indo para casa passar o Natal e o Ano Novo, por que as pessoas irão para as ruas?”, afirmou.

Para o ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, o recesso dos deputados no final deste mês não é “razoável” durante a tramitação de uma ação dessa natureza. Segundo o ministro, Dilma quer liquidar com o tema do possível afastamento para que o País possa entrar na rota do desenvolvimento e sair da crise. 

 

Desde a manhã de ontem, o governo deflagrou operação para orientar ministros e parlamentares da base a tentar um desfecho rápido para o processo de impeachment. 

O ministro da secretaria do Governo, Ricardo Berzoini, adotou a mesma linha ao se reunir com os líderes da base na Câmara. 

 

Durante a reunião, Berzoini pediu celeridade ao processo sob a avaliação de que uma extensão do caso até os primeiros meses de 2016, além de representar “sangramento em praça pública”, pode dar margem ao crescimento de movimentos de rua contrários a Dilma e, inclusive, de dissidências dentro da base aliada. 

 

04 de DEZ de 2015 às 09:48:09
Fonte: O Povo
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O governo tem pressa. Após o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), acatar a abertura de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT), aliados da petista iniciaram imediatamente os trabalhos com a base governista para antecipar o trâmite do processo na Casa. 

 

O Planalto trabalha para suspender o recesso do Congresso Nacional, que começaria no dia 22 de dezembro. O Governo Federal avalia ter maioria na Câmara para barrar o impeachment ainda na comissão especial que deve ser criada na próxima segunda-feira, 7. 

 

Antes a favor de encurtar o tempo do processo, a oposição mudou o discurso e agora quer postergar a apreciação na comissão. Deputados oposicionistas esperam mobilizar as ruas em torno da deposição de Dilma enquanto a Câmara retoma os trabalhos, no final de janeiro.

 

“Só vai ter impeachment se tiver rua. E é difícil imaginar que haja uma mobilização em massa durante o Natal e o Ano Novo”, avaliou o líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), a favor do recesso parlamentar.

 

Oposição dividida

A decisão, no entanto, tem dividido setores da oposição. O senador Ronaldo Caiado, líder do DEM na Casa, discorda da posição dos tucanos e defende que o recesso seja suspenso. “Por que esse ato diante de um quadro tão grave? Eu não consigo explicar para o eleitor que eu vou sair de recesso em dezembro e só volto em fevereiro. Qual é o exemplo que se dá para o País? Se a população enxerga que os líderes estão indo para casa passar o Natal e o Ano Novo, por que as pessoas irão para as ruas?”, afirmou.

Para o ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, o recesso dos deputados no final deste mês não é “razoável” durante a tramitação de uma ação dessa natureza. Segundo o ministro, Dilma quer liquidar com o tema do possível afastamento para que o País possa entrar na rota do desenvolvimento e sair da crise. 

 

Desde a manhã de ontem, o governo deflagrou operação para orientar ministros e parlamentares da base a tentar um desfecho rápido para o processo de impeachment. 

O ministro da secretaria do Governo, Ricardo Berzoini, adotou a mesma linha ao se reunir com os líderes da base na Câmara. 

 

Durante a reunião, Berzoini pediu celeridade ao processo sob a avaliação de que uma extensão do caso até os primeiros meses de 2016, além de representar “sangramento em praça pública”, pode dar margem ao crescimento de movimentos de rua contrários a Dilma e, inclusive, de dissidências dentro da base aliada. 

 

04 de DEZ de 2015 às 09:48:09
Fonte: O Povo