O Banco
Central indica que as projeções para a inflação para os próximos dois anos
devem ser maiores do que a meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional
(CMN), de 4,5%. A informação foi divulgada nesta quarta-feira, 10, a partir da
reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).
Os dirigentes do Banco avaliaram que o patamar elevado da inflação é produto
dos processos de ajustes dos preços relativos em 2015, além das altas de tributos.
A variação projetada para os preços administrativos, no entanto, baixou de 6,3%
em janeiro para 5,9% na última reunião. Essa projeção leva em consideração as
alterações das bandeiras tarifárias dos preços da energia elétrica. Em 2017,
esse número deve ficar em 5%.
A taxa Selic, por sua vez, foi levada em consideração em 14,25% ao ano em todo
o horizonte relevante para o cenário de referência. O patamar é o mesmo desde
julho de 2015.
Na
votação, seis dos participantes votaram pela manutenção da taxa, contra dois
votos defendendo uma alta de 0,5%. O grupo que votou por manter a taxa estável
afirmou que é preciso continuar monitorando a evolução do cenário da economia
mundial para só então definir os próximos passos a serem dados na política
monetária.
Foi avaliado que incertezas internas e externas justificam essa postura,
levando em consideração fatores como a preocupação com o desempenho da economia
chinesa e a evolução dos preços no mercado de petróleo.