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Redação Enem 2015: como a crise dos refugiados pode cair na prova

Professora alerta sobre o que o aluno deve evitar na prova.

A crise migratória na Europa foi um dos temas de maior destaque na mídia nos últimos meses. Fugindo da fome, das guerras e da pobreza, milhares de pessoas vindas, principalmente, da África e do Oriente Médio, chegaram ao velho continente em busca de asilo e da possibilidade de começar uma nova vida, longe das mazelas que afetam sua terra natal.

Os imigrantes sírios, por exemplo, entraram de forma massiva em países da Europa, tendo como principal portão de acesso os litorais da Grécia e da Turquia. Para chegar ao destino, a maioria arrisca a vida em travessias perigosas pelo mar mediterrâneo, a bordo de botes infláveis e barcos clandestinos. Grande parte deles, infelizmente, não sobrevive ao trajeto até a Europa, como é o caso do menino Aylan Kurdi, de 3 anos, que foi encontrado morto em uma praia da Turquia e virou símbolo da crise dos refugiados.

Além dos países europeus, os imigrantes sírios também viram no Brasil uma terra de novas possibilidades. Segundo o Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), fomos o país latino-americano que mais recebeu refugiados da Síria, no período de 2011 até agosto deste ano, contabilizando mais de 2.000 pessoas.

COMO A CRISE DOS REFUGIADOS PODE CAIR NA REDAÇÃO DO ENEM

Tendo em vista esse cenário alarmante, a professora de redação Gabriela de Araújo Carvalho explica como a crise dos refugiados pode aparecer na prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio 2015 (Enem).

Segundo Gabriela de Araújo, o Enem é uma prova que foca em questões relativas ao Brasil, o que reduz as chances de um tema internacional. “Acho pouco provável que a prova tenha uma amplitude global, de entender o que está acontecendo no mundo. Acredito que a única forma seria falar, justamente, sobre os refugiados que chegam ao Brasil”, aposta.

Para Gabriela, a maneira mais assertiva de o aluno abordar o tema em seu texto é falando sobre o que o país deveria fazer para receber bem esses imigrantes. Além disso, o candidato deve apresentar formas de absorvê-los em nossa sociedade, dizendo como oferecer boas condições de trabalho, moradia e alimentação.

Outra boa abordagem para o assunto é desenvolver uma dissertativa enaltecendo pontos positivos do país. Segundo a coordenadora do Poliedro, o aluno pode falar, por exemplo, sobre como a origem miscigenada do nosso povo, que sempre recebeu muito bem os imigrantes, facilita a adaptação dos refugiados e nos torna bons anfitriões.

Gabriela também alerta sobre o que o aluno deve evitar na prova de redação, como discursos xenófobos, que firam a dignidade das pessoas e os direitos humanos. “Mesmo que o aluno seja contra a entrada dos refugiados no Brasil, para o Enem é muito importante que ele apresente propostas para ajudá-los e sugira formas de solucionar os problemas que cercam o tema”, completa.

08 de OUT de 2015 às 08:42:55
Fonte: Tribuna do Ceará
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A crise migratória na Europa foi um dos temas de maior destaque na mídia nos últimos meses. Fugindo da fome, das guerras e da pobreza, milhares de pessoas vindas, principalmente, da África e do Oriente Médio, chegaram ao velho continente em busca de asilo e da possibilidade de começar uma nova vida, longe das mazelas que afetam sua terra natal.

Os imigrantes sírios, por exemplo, entraram de forma massiva em países da Europa, tendo como principal portão de acesso os litorais da Grécia e da Turquia. Para chegar ao destino, a maioria arrisca a vida em travessias perigosas pelo mar mediterrâneo, a bordo de botes infláveis e barcos clandestinos. Grande parte deles, infelizmente, não sobrevive ao trajeto até a Europa, como é o caso do menino Aylan Kurdi, de 3 anos, que foi encontrado morto em uma praia da Turquia e virou símbolo da crise dos refugiados.

Além dos países europeus, os imigrantes sírios também viram no Brasil uma terra de novas possibilidades. Segundo o Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), fomos o país latino-americano que mais recebeu refugiados da Síria, no período de 2011 até agosto deste ano, contabilizando mais de 2.000 pessoas.

COMO A CRISE DOS REFUGIADOS PODE CAIR NA REDAÇÃO DO ENEM

Tendo em vista esse cenário alarmante, a professora de redação Gabriela de Araújo Carvalho explica como a crise dos refugiados pode aparecer na prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio 2015 (Enem).

Segundo Gabriela de Araújo, o Enem é uma prova que foca em questões relativas ao Brasil, o que reduz as chances de um tema internacional. “Acho pouco provável que a prova tenha uma amplitude global, de entender o que está acontecendo no mundo. Acredito que a única forma seria falar, justamente, sobre os refugiados que chegam ao Brasil”, aposta.

Para Gabriela, a maneira mais assertiva de o aluno abordar o tema em seu texto é falando sobre o que o país deveria fazer para receber bem esses imigrantes. Além disso, o candidato deve apresentar formas de absorvê-los em nossa sociedade, dizendo como oferecer boas condições de trabalho, moradia e alimentação.

Outra boa abordagem para o assunto é desenvolver uma dissertativa enaltecendo pontos positivos do país. Segundo a coordenadora do Poliedro, o aluno pode falar, por exemplo, sobre como a origem miscigenada do nosso povo, que sempre recebeu muito bem os imigrantes, facilita a adaptação dos refugiados e nos torna bons anfitriões.

Gabriela também alerta sobre o que o aluno deve evitar na prova de redação, como discursos xenófobos, que firam a dignidade das pessoas e os direitos humanos. “Mesmo que o aluno seja contra a entrada dos refugiados no Brasil, para o Enem é muito importante que ele apresente propostas para ajudá-los e sugira formas de solucionar os problemas que cercam o tema”, completa.

08 de OUT de 2015 às 08:42:55
Fonte: Tribuna do Ceará