O Índice Nacional de Preços ao
Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) - conhecido como a “prévia” da inflação - subiu
1,20% no mês de janeiro na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), de acordo
com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Alimentos e
bebidas, com alta de 2,28%, encabeçam o ranking. Nos últimos 12 meses, a RMF
acumula alta de 11,31%. É o segundo maior índice do País, atrás apenas de
Curitiba, com 12,27% e acima da média nacional: 10,74%. O indicador é chamado
IPCA-15 porque mede a variação de preços entre os dias 15 do mês anterior e do
mês de referência.
Outros itens também seguem a
tendência de elevação em 12 meses. É o caso da habitação (14,08%), transportes
(13,71%) e despesas pessoais (13,36%). “Tivemos impacto no setor de serviços.
Houve aumento dos preços administrados, como combustíveis e energia. O clima
irregular fez com que os alimentos finalizem com esse aumento acumulado”,
indica Alex Araújo, diretor executivo do Instituto de Pesquisa e
Desenvolvimento do Comércio (IPDC), ligado à Federação do Comércio de Bens,
Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio-CE).
Vale ressaltar que o IPCA-15 da
região de Fortaleza apresentou desaceleração se comparado com dezembro, quando
a taxa foi de 1,37%. Sobre os combustíveis, a gasolina acumula alta de 22,09% e
o etanol 18,79% em 12 meses. A elevação, considerando janeiro, foi de de 2,42%
para a gasolina e 2,08% para o etanol. A energia elétrica acumulou inflação de
31,49%, apesar de ter caído 0,34%.
Brasil
No País,
o IPCA-15 registrou alta de 0,92% em janeiro, 0,26 ponto percentual abaixo do
registrado em dezembro de 2015 (1,18%). Com relação ao comparativo com os meses
de janeiro, o índice é o mais elevado desde 2003, quando foi registrado aumento
de 1,98%. Alimentos e bebidas (1,67%) lideram o ranking. O destaque dos
aumentos no segmento pesquisado são a cenoura (23,94%), tomate (20,19%), cebola
(15,07%) e feijão carioca (8,95%). Houve também um movimento de desaceleração,
especialmente nos setores de habitação (de 0,69% para 0,57%), artigos de
residência (de 0,60% para 0,48%), vestuário ( de 0,73% para 0,49%), transportes
(1,76% para 0,87%), educação (0,32% para 0,28%) e comunicação (0,87% para
0,11%).
José Luiz Pagnussat,
economista do Conselho Federal de Economia (Cofecon), diz que a inflação alta
também está atrelada à valorização do dólar em relação ao real. “Somado aos
fatores climáticos, o câmbio elevado encarece os insumos de produção. Isso pode
manter a inflação acima do teto da meta do Governo”, aponta. O teto estipulado
para a inflação é de 6,5%.