O cearense suspeito de ser um dos comandantes da quadrilha especializada em assaltos a caixas eletrônico era o responsável por selecionar as agências bancárias que seriam alvo de ataques, de acordo com o Ministério Público no Rio de Janeiro.
A Polícia Federal e o Ministério Público Estadual
no Rio de Janeiro realizaram nesta quinta-feira (28) uma operação para prender
integrantes de duas quadrilhas comandadas por policiais militares e que
roubavam caixas eletrônicos com o auxílio de maçaricos e ferramentas especiais.
Entre os presos estão um cearense.
Ainda de acordo com o MPRJ, o cearense membro do
bando, identificado como Adailton Miguel Batista, também participava da
desativação do sistema de segurança de alarme e vigilância e atuava no corte a
arrombamento dos caixas eletrônicos.
Com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate
ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, os agentes querem cumprir
nove mandados de prisão e dois de busca e apreensão.
Ao todo, 21 pessoas foram indiciadas pela PF pelos
crimes de furto qualificado e organização criminosa. Alguns integrantes da
quadrilha foram presos em flagrante. Segundo investigações, os assaltantes
recebiam informações de policiais militares sobre técnicas de arrombamento de
caixa eletrônico.
O Delegado de Polícia Federal Wagner Menezes contou
que a investigação começou em março de 2016. "Os criminosos se valiam de
maçaricos e serras. As duas organizações contavam com a liderança de policiais
militares e contaram com a radiofrequência da PM para serem avisados e
efetuarem fuga", disse Wagner.
Os catarinenses, segundo a PF, eram recrutados por
serem especialistas na técnica de corte dos caixas eletrônicos. Eles usavam
serras especiais, maçaricos e furadeiras, equipamentos que foram identificados
durante as diligências nas bagagens aéreas dos criminosos.
De acordo com a Polícia Federal, a quadrilha era
liderada por dois PMs: Aldecir Ladeira Serafim e Aldemir Ladeira Serafim, cabos
respectivamente do 3o BPM (Méier) e do Batalhão de Policiamento em Vias
Especiais (BPVE).