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Campanha mais curta e com mais fiscalização

Horário eleitoral gratuito em TV e rádio começa dia 26/8

A partir de hoje, uma campanha eleitoral diferente chega às ruas do País. Com menos dinheiro, tempo mais curto, sob holofote da Justiça e com mais fiscalização, a disputa é a primeira com novas regras, como a que veta doação empresarial e restringe a propaganda política. Candidatos prometem contornar dificuldades com a presença massiva nas ruas e nas redes sociais. Em Fortaleza, oito nomes estão na disputa.

 

Além do tempo pela metade (de 90 para 45 dias), há mudança em outras regras para o pleito. Foram proibidas, por exemplo, a pintura em muros e paredes e a utilização de cavaletes para divulgação dos postulantes.

 

Para lidar com essas restrições, candidatos e responsáveis pelas campanhas afirmam que é preciso ter “criatividade”. Intensificar presença nas ruas e marketing nas redes são estratégias adotadas por todos os oito concorrentes. 

 

Candidato do PR, com apoio de PSDB, PMDB e Solidariedade, o deputado estadual Capitão Wagner (PR) tem recorrido frequentemente à divulgação de vídeos e banners no seu perfil oficial no Facebook. Ontem, uma de suas postagens na rede parabenizaa o prefeito e candidato à reeleição Roberto Cláudio (PDT) por seu aniversário.

Walter Carvalho, coordenador-geral da campanha de Wagner, confirma que “esse será o ano do ambiente virtual”. Todos os candidatos devem lançar suas próprias plataformas.

Nas ruas, a estratégia é apostar no voluntariado para a distribuição de material gráfico, apontado por todos como o de maior custo. Waldemir Catanho, da coordenação da campanha da deputada federal Luizianne Lins (PT), afirma que se concentrará numa “campanha fundamentada na militância, como o PT fazia antigamente”. A ideia, diz ele, é “fazer do período um centro de formação política”, com discussões sobre “práticas clientelistas”. 

 

Políticos destacaram ainda que, com o limite de gastos e a prestação periódica de contas, esta será uma campanha com maior potencial 
de fiscalização pela Justiça e pelo eleitor.
 

Segundo eles, também deve haver menos poluição sonora, como carros de som divulgando jingles. “O dinheiro vai para material gráfico”, afirma o deputado estadual Tin Gomes, candidato pelo PHS. “Vou apostar mais no adesivo para carro, que está sempre em movimento. Pedir para amigos e amigos de amigos.” Não pode haver pagamento em troca da adesivagem, que tem tamanho máximo fixado em regra.

 

Para o deputado estadual e candidato Heitor Férrer (PSB), que diz ter feito “campanha franciscana em 2012”, a escassez de recursos não é problema. Heitor comemora mudanças, como a proibição da pintura em muros, que só gerava mais custos. 

O mesmo faz o candidato do PRB, pastor Ronaldo Martins, que vê “com bons olhos (uma campanha mais enxuta). Todos terão de ir às ruas e falar com o povo”.

RC promete intensificar presença nas ruas, mas manter-se na “atividade administrativa, que é importante para a cidade”. “Redes sociais, campanha de rua e discussão do plano de governo”, sintetiza o prefeito.

 

 

16 de AGO de 2016 às 07:17:21
Fonte: O Povo
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A partir de hoje, uma campanha eleitoral diferente chega às ruas do País. Com menos dinheiro, tempo mais curto, sob holofote da Justiça e com mais fiscalização, a disputa é a primeira com novas regras, como a que veta doação empresarial e restringe a propaganda política. Candidatos prometem contornar dificuldades com a presença massiva nas ruas e nas redes sociais. Em Fortaleza, oito nomes estão na disputa.

 

Além do tempo pela metade (de 90 para 45 dias), há mudança em outras regras para o pleito. Foram proibidas, por exemplo, a pintura em muros e paredes e a utilização de cavaletes para divulgação dos postulantes.

 

Para lidar com essas restrições, candidatos e responsáveis pelas campanhas afirmam que é preciso ter “criatividade”. Intensificar presença nas ruas e marketing nas redes são estratégias adotadas por todos os oito concorrentes. 

 

Candidato do PR, com apoio de PSDB, PMDB e Solidariedade, o deputado estadual Capitão Wagner (PR) tem recorrido frequentemente à divulgação de vídeos e banners no seu perfil oficial no Facebook. Ontem, uma de suas postagens na rede parabenizaa o prefeito e candidato à reeleição Roberto Cláudio (PDT) por seu aniversário.

Walter Carvalho, coordenador-geral da campanha de Wagner, confirma que “esse será o ano do ambiente virtual”. Todos os candidatos devem lançar suas próprias plataformas.

Nas ruas, a estratégia é apostar no voluntariado para a distribuição de material gráfico, apontado por todos como o de maior custo. Waldemir Catanho, da coordenação da campanha da deputada federal Luizianne Lins (PT), afirma que se concentrará numa “campanha fundamentada na militância, como o PT fazia antigamente”. A ideia, diz ele, é “fazer do período um centro de formação política”, com discussões sobre “práticas clientelistas”. 

 

Políticos destacaram ainda que, com o limite de gastos e a prestação periódica de contas, esta será uma campanha com maior potencial 
de fiscalização pela Justiça e pelo eleitor.
 

Segundo eles, também deve haver menos poluição sonora, como carros de som divulgando jingles. “O dinheiro vai para material gráfico”, afirma o deputado estadual Tin Gomes, candidato pelo PHS. “Vou apostar mais no adesivo para carro, que está sempre em movimento. Pedir para amigos e amigos de amigos.” Não pode haver pagamento em troca da adesivagem, que tem tamanho máximo fixado em regra.

 

Para o deputado estadual e candidato Heitor Férrer (PSB), que diz ter feito “campanha franciscana em 2012”, a escassez de recursos não é problema. Heitor comemora mudanças, como a proibição da pintura em muros, que só gerava mais custos. 

O mesmo faz o candidato do PRB, pastor Ronaldo Martins, que vê “com bons olhos (uma campanha mais enxuta). Todos terão de ir às ruas e falar com o povo”.

RC promete intensificar presença nas ruas, mas manter-se na “atividade administrativa, que é importante para a cidade”. “Redes sociais, campanha de rua e discussão do plano de governo”, sintetiza o prefeito.

 

 

16 de AGO de 2016 às 07:17:21
Fonte: O Povo