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Obra iniciada há seis anos em avenida de Fortaleza já custou R$ 13 milhões e segue sem prazo de conclusão

Em 2013, a Cagece iniciou a substituição da tubulação de esgoto da Av. Eduardo Girão. Até agora, apenas metade da rede foi trocada.

A Avenida Eduardo Girão, em Fortaleza, tem um dos tráfegos mais movimentados dos Bairros Damas, Jardim América e Fátima. Contudo, o trânsito de veículos sofre interferências constantes por obras de esgotamento sanitário da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), que acontecem desde 2011 e não têm prazo para o fim dos serviços.

(Erramos: o G1 errou ao afirmar no título desta matéria que a Avenida Eduardo Girão passava pela mesma obra há dez anos. A via passa por reparos desde 2011, mas a obra atual de substituição da rede ocorre desde 2013, portanto, há seis anos. A informação foi corrigida às 9h23.)

As obras incluem intervenções emergenciais por conta de abertura de crateras no asfalto e do entupimento de bocas de lobo. Em 2013, começaram as obras para substituir a rede completa da avenida, que possui 5 km de extensão. Segundo a Cagece, até o momento, mais de 2,5 km da tubulação foram substituídos.

No total, a empresa já investiu cerca de R$ 13,6 milhões nos serviços realizados na via, segundo informou em nota. As obras são realizadas de forma gradativa devido às intervenções no trânsito.

Trecho interditado

Atualmente, a via passa por obras entre as ruas General Silva Júnior e Padre Leopoldo Fernandes, para substituir 80 metros de tubulação. O serviço está orçado em R$ 192 mil. Porém, o empresário Fernando Queiroz, dono de uma loja de tecidos na avenida, contabiliza diversos problemas.

"Estou sem estacionamento para clientes faz 20 dias. Eles passam direto. A pista cedeu porque, quando cavaram, esqueceram de recolocar as placas de ferro. De uma hora pra outra, o asfalto pode ceder. E o pedestre reclama porque a calçada tem entulho e tem que ir pro meio da rua, correndo risco", relata, reclamando que "disseram que ia demorar uma semana e já tá com 20 dias".

Durabilidade e mau uso

Conforme a Cagece, as tubulações de concreto da via estão sendo trocadas por material chamado de plástico reforçado com Fibra de Vidro (PRFV), "mais resistente aos gases ácidos do esgoto e com maior durabilidade". Marco Aurélio Holanda, professor do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da Universidade Federal do Ceará (UFC), considera a troca do material acertada.

"O processo de decomposição da matéria orgânica dentro dos tubos de esgoto corrói o concreto, que está condenado rapidamente a se deteriorar. A fibra de vidro tem durabilidade muito superior. Se for bem executada, você provavelmente não vai ter de refazer essa obra por um bom tempo", explica.

Quanto à demora na realização dos serviços, o especialista pondera que "a engenharia é capaz de fazer qualquer coisa desde que você aloque os recursos necessários", elementos que devem nortear o tempo da execução.

A Cagece alerta sobre o mau uso da redes e recomenda que a população “não destine lixo, gordura e nem águas pluviais na rede de esgotamento sanitário”. “Além disso, em nenhuma ocasião os equipamentos da Cagece devem ser manuseados por pessoas não autorizadas”, completa a Companhia.

História

A construção do Canal da Eduardo Girão data da década de 1950. Também conhecido como riacho Tauape, ele faz parte da bacia do Rio Cocó e canaliza o sangradouro da lagoa do Porangabussu. As águas percorrem vários bairros até convergir com o Cocó após a Avenida Governador Raul Barbosa, na Aerolândia.

27 de AGO de 2019 às 11:43:19
Fonte: G1
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A Avenida Eduardo Girão, em Fortaleza, tem um dos tráfegos mais movimentados dos Bairros Damas, Jardim América e Fátima. Contudo, o trânsito de veículos sofre interferências constantes por obras de esgotamento sanitário da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), que acontecem desde 2011 e não têm prazo para o fim dos serviços.

(Erramos: o G1 errou ao afirmar no título desta matéria que a Avenida Eduardo Girão passava pela mesma obra há dez anos. A via passa por reparos desde 2011, mas a obra atual de substituição da rede ocorre desde 2013, portanto, há seis anos. A informação foi corrigida às 9h23.)

As obras incluem intervenções emergenciais por conta de abertura de crateras no asfalto e do entupimento de bocas de lobo. Em 2013, começaram as obras para substituir a rede completa da avenida, que possui 5 km de extensão. Segundo a Cagece, até o momento, mais de 2,5 km da tubulação foram substituídos.

No total, a empresa já investiu cerca de R$ 13,6 milhões nos serviços realizados na via, segundo informou em nota. As obras são realizadas de forma gradativa devido às intervenções no trânsito.

Trecho interditado

Atualmente, a via passa por obras entre as ruas General Silva Júnior e Padre Leopoldo Fernandes, para substituir 80 metros de tubulação. O serviço está orçado em R$ 192 mil. Porém, o empresário Fernando Queiroz, dono de uma loja de tecidos na avenida, contabiliza diversos problemas.

"Estou sem estacionamento para clientes faz 20 dias. Eles passam direto. A pista cedeu porque, quando cavaram, esqueceram de recolocar as placas de ferro. De uma hora pra outra, o asfalto pode ceder. E o pedestre reclama porque a calçada tem entulho e tem que ir pro meio da rua, correndo risco", relata, reclamando que "disseram que ia demorar uma semana e já tá com 20 dias".

Durabilidade e mau uso

Conforme a Cagece, as tubulações de concreto da via estão sendo trocadas por material chamado de plástico reforçado com Fibra de Vidro (PRFV), "mais resistente aos gases ácidos do esgoto e com maior durabilidade". Marco Aurélio Holanda, professor do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da Universidade Federal do Ceará (UFC), considera a troca do material acertada.

"O processo de decomposição da matéria orgânica dentro dos tubos de esgoto corrói o concreto, que está condenado rapidamente a se deteriorar. A fibra de vidro tem durabilidade muito superior. Se for bem executada, você provavelmente não vai ter de refazer essa obra por um bom tempo", explica.

Quanto à demora na realização dos serviços, o especialista pondera que "a engenharia é capaz de fazer qualquer coisa desde que você aloque os recursos necessários", elementos que devem nortear o tempo da execução.

A Cagece alerta sobre o mau uso da redes e recomenda que a população “não destine lixo, gordura e nem águas pluviais na rede de esgotamento sanitário”. “Além disso, em nenhuma ocasião os equipamentos da Cagece devem ser manuseados por pessoas não autorizadas”, completa a Companhia.

História

A construção do Canal da Eduardo Girão data da década de 1950. Também conhecido como riacho Tauape, ele faz parte da bacia do Rio Cocó e canaliza o sangradouro da lagoa do Porangabussu. As águas percorrem vários bairros até convergir com o Cocó após a Avenida Governador Raul Barbosa, na Aerolândia.

27 de AGO de 2019 às 11:43:19
Fonte: G1