O Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF)
derrubou nesta quarta-feira (20) uma indenização de R$ 50 mil a que o
ex-ministro da Educação Cid Gomes foi condenado a pagar ao presidente da
Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
No ano passado, a Justiça condenou Gomes por danos morais por ataques a Cunha
no plenário da Câmara, em março. Na ocasião, o então ministro da Educação disse que preferia ser
mal-educado do que ser "acusado de achaque". O
presidente da Câmara alegou na Justiça que as declarações "mancharam sua
honra e reputação".
Ao julgarem recurso de Cid Gomes, os três desembargadores da 1ª Turma Cível
aceitaram argumento da defesa de que o termo usado por ele reproduzia o que era
dito na imprensa. Além disso, alegou que Gomes fazia menção à pressão política
do Legislativo sobre o Executivo e não uma referência à pessoa de Cunha.
Ataques
A fala de Gomes que gerou o processo ocorreu em março, quando ele foi chamado à Câmarapara
esclarecer declarações que havia dado em uma universidade de Belém.
Na ocasião, ele disse aos estudantes que os
deputados federais "querem é que o governo esteja frágil porque é a forma
de eles achacarem mais, tomarem mais, tirarem mais dele, aprovarem as emendas
impositivas".
Ao prestar explicações aos deputados, Gomes disse
que não concordava com a postura de vários que "mesmo estando no governo
tem uma postura de oportunismo".
Diante da reação negativa do plenário, o então
ministro prosseguiu e chegou a apontar o dedo para Cunha. “Eu fui acusado de
ser mal educado. O ministro da Educação é mal educado. Eu prefiro ser acusado
por ele [Eduardo Cunha] do que ser como ele, acusado de achaque”, afirmou Cid Gomesna
ocasião.
O episódio fez que Cid Gomes deixasse o governo da
presidente Dilma.