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Defesa de Dilma ganha mais um dia

Advogados pediram mais prazo com o argumento de que o site do Senado ficou fora do ar no fim de semana

O presidente da comissão do impeachment, senador Raimundo Lira (PMDB-PB), concedeu um dia a mais de prazo para a defesa da presidente afastada, Dilma Rousseff (PT), apresentar suas alegações finais. Assim, o documento poderá ser entregue até amanhã. Lira atendeu parcialmente a um pedido dos advogados, que pediam dois dias a mais. Lira justificou sua decisão como uma forma de atender à solicitação sem alterar o cronograma de trabalho.

A defesa de Dilma pediu mais prazo com o argumento de que o site do Senado ficou fora do ar no final de semana de 23 e 24 de julho e não foi possível acessar os documentos do processo.

No documento, a defesa insistirá na tese de que há "desvio de finalidade" no processo. Para reforçar esse argumento, serão anexadas gravações feitas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado com integrantes da cúpula do PMDB.

No principal trecho, o senador Romero Jucá (PMDB-RR), que foi ministro de Michel Temer por apenas doze dias, diz que, com a saída de Dilma, seria possível "estancar a sangria", em referência à Lava-Jato. Será usada ainda entrevista da líder do governo no Congresso, Rose de Freitas (PMDB-ES), na qual ela diz que Dilma não foi afastada devido às "pedaladas fiscais", mas pela paralisia do país.

Inicialmente, a defesa da presidente afastada Dilma Rousseff apresentou pedido para prorrogar por dois dias o prazo para a entrega das alegações finais à Comissão do Impeachment do Senado. Na solicitação, os advogados José Eduardo Cardozo, Breno Bergson e Renato Franco argumentam que o amplo direito de defesa de Dilma foi prejudicado. Segundo a defesa, isso causou "prejuízo no acesso a documentos imprescindíveis para análise e confecção das alegações finais".

Pesquisa sobre gestão

Mais da metade da população brasileira acredita que o melhor para o país é a realização de uma nova eleição presidencial ainda este ano, com a saída de cena de Dilma e do presidente interino, Michel Temer, de acordo com pesquisa do instituto Ipsos divulgada ontem.

O instituto perguntou a 1,2 mil entrevistados "O que é melhor para o Brasil?", com quatro opções de resposta: permanência de Temer até 2018; retorno de Dilma até 2018; permanência de Temer com nova eleição neste ano; e retorno de Dilma com convocação de nova eleição neste ano.

A maior parte dos entrevistados, 38%, respondeu que o melhor cenário seria Temer permanecesse no cargo até uma nova eleição neste ano. 14% optaram pelo retorno de Dilma até que houvesse um novo pleito.

27 de JUL de 2016 às 07:36:09
Fonte: Diário do Nordeste
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O presidente da comissão do impeachment, senador Raimundo Lira (PMDB-PB), concedeu um dia a mais de prazo para a defesa da presidente afastada, Dilma Rousseff (PT), apresentar suas alegações finais. Assim, o documento poderá ser entregue até amanhã. Lira atendeu parcialmente a um pedido dos advogados, que pediam dois dias a mais. Lira justificou sua decisão como uma forma de atender à solicitação sem alterar o cronograma de trabalho.

A defesa de Dilma pediu mais prazo com o argumento de que o site do Senado ficou fora do ar no final de semana de 23 e 24 de julho e não foi possível acessar os documentos do processo.

No documento, a defesa insistirá na tese de que há "desvio de finalidade" no processo. Para reforçar esse argumento, serão anexadas gravações feitas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado com integrantes da cúpula do PMDB.

No principal trecho, o senador Romero Jucá (PMDB-RR), que foi ministro de Michel Temer por apenas doze dias, diz que, com a saída de Dilma, seria possível "estancar a sangria", em referência à Lava-Jato. Será usada ainda entrevista da líder do governo no Congresso, Rose de Freitas (PMDB-ES), na qual ela diz que Dilma não foi afastada devido às "pedaladas fiscais", mas pela paralisia do país.

Inicialmente, a defesa da presidente afastada Dilma Rousseff apresentou pedido para prorrogar por dois dias o prazo para a entrega das alegações finais à Comissão do Impeachment do Senado. Na solicitação, os advogados José Eduardo Cardozo, Breno Bergson e Renato Franco argumentam que o amplo direito de defesa de Dilma foi prejudicado. Segundo a defesa, isso causou "prejuízo no acesso a documentos imprescindíveis para análise e confecção das alegações finais".

Pesquisa sobre gestão

Mais da metade da população brasileira acredita que o melhor para o país é a realização de uma nova eleição presidencial ainda este ano, com a saída de cena de Dilma e do presidente interino, Michel Temer, de acordo com pesquisa do instituto Ipsos divulgada ontem.

O instituto perguntou a 1,2 mil entrevistados "O que é melhor para o Brasil?", com quatro opções de resposta: permanência de Temer até 2018; retorno de Dilma até 2018; permanência de Temer com nova eleição neste ano; e retorno de Dilma com convocação de nova eleição neste ano.

A maior parte dos entrevistados, 38%, respondeu que o melhor cenário seria Temer permanecesse no cargo até uma nova eleição neste ano. 14% optaram pelo retorno de Dilma até que houvesse um novo pleito.

27 de JUL de 2016 às 07:36:09
Fonte: Diário do Nordeste