Cinco medidas para melhorias na educação foram
anunciadas nesta segunda-feira (9) pelo governador do Ceará, Camilo Santana,
durante reunião com o secretário Idilvan Alencar e os coordenadores dos Centros
Regionais de Desenvolvimento da Educação (Credes), na sede da Secretaria de
Educação do Ceará (Seduc), em Fortaleza.
Para implementar as ações o Governo do Estado vai
investir cerca de R$ 140 milhões. Algumas das medidas anunciadas fazem parte da
pauta de reivindicações dos professores da rede estadual de ensino, em greve há
15 dias.
“Estamos
atendendo a praticamente todas as reivindicações apresentadas não só pelo
Sindicato, mas também por professores e alunos. Qualquer reivindicação de
professores e alunos sempre será justa, pois sempre precisamos investir na
educação e melhorar as nossas escolas para nossos jovens. O nosso compromisso é
de manter o diálogo aberto e construir juntos o caminho para superar essa crise
no país, com muita união e sensibilidade”, afirmou o governador.
Ações
Para reformas e melhoria na estrutura física das escolas da rede estadual,
Camilo Santana anunciou investimento de R$ 32 milhões. Também foi anunciado a
criação de um suprimento de fundos para as 709 escolas da rede estadual no
valor adicional de R$ 5 milhões ao ano, a fim de agilizar e facilitar a gestão
da escola em relação aos problemas rotineiras, como reposição de material,
conserto de equipamentos etc.
Durante o encontro, Camilo Santana afirmou que serão investidos R$ 17,5 milhões
na aquisição de cinco mil computadores para as escolas estaduais no período até
2017. Além dos recursos repassados atualmente para esse fim, o Governo do
Estado vai adquirir gêneros alimentícios (arroz, feijão, macarrão, massa de
milho e açúcar) para as escolas. Nesta ação, o Governo vai investir R$ 6,4
milhões ao ano.
O governador anunciou também acréscimo de 100 horas mensais para ambientes
pedagógicos (laboratórios e multimeios) nas escolas de ensino regular, centros
de educação de jovens e adultos, escolas indígenas e quilombolas, além de 125
horas mensais nas escolas de educação profissional, destinados à oferta de disciplinas
vinculados ao currículo do aluno, a serem definidas por professores, gestores e
alunos. O custo das horas adicionais acarretará custo de R$ 12,5 milhões aos
cofres do estado.
Professores
Camilo Santana reforçou o compromisso firmado anteriormente com grande parte
das reivindicações dos professores: garantia de pagamento do piso de
magistério, revisão da portaria de afastamento para estudos, pagamento do
retroativo de progressão horizontal e vertical, nomeação de 553 professores
aprovados no último concurso, implantação do vale alimentação para professores
temporários, manutenção do projeto Diretor de Turma, esforço para melhoria dos
serviços do (Instituto de Saúde dos Servidores do Ceará (ISSEC).