O presidente do
Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), comandará na manhã desta quinta-feira (8) a
primeira sessão de votações no plenário da Casa após o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir mantê-lo no cargo
Na últuma segunda (5), o ministro do STF Marco Aurélio Mello determinou, em decisão provisória, o afastamento de Renan da Presidência do Senado. A medida, no entanto, foi
rejeitada pela maioria dos magistrados da Corte em julgamento nesta quarta (7),
algo que o senador alagoano avaliou como uma decisão "patriótica".
Saiba como o mundo político reagiu à decisão do Supremo
A pauta da sessão do Senado desta quinta possui 17 itens. Entre os projetos,
está o que endurece as punições para autoridades que cometem abuso. O plenário,
contudo, deverá analisar um requerimento de 22 senadores que pede a retirada da urgência dessa
proposta, apresentada por Renan, o que pode fazer com que o
texto não seja votado.
Alvo de críticas de representantes do Judiciário e do Ministério Público,
a proposta também foi criticada nos protestos que ocorreram no país no último
fim de semana.
Setores contrários à medida argumentam que ela representa uma espécie de
retaliação de Renan Calheiros às investigações que envolvem políticos - Renan
responde inquéritos no STF no âmbito da Operação Lava Jato e é réu em uma ação penal.
Investigado na Lava Jato, o presidente do Senado defende a proposta e diz que a
legislação sobre o abuso de autoridade precisa ser atualizada para proteger o
cidadão de arbitrariedades
"Resultado já era esperado
pelo Planalto", diz Valdo Cruz
PEC do
teto de gastos
Tida como
prioridade para o governo do presidente Michel Temer, a votação do segundo
turno da PEC do teto de gastos está prevista para 13 de dezembro.
Segundo o líder do governo no Congresso, senador Romero Jucá (PMDB-RR), mesmo
com o calendário apertado e muitos itens na pauta de votação, a
"prioridade máxima" é aprovar a PEC antes do fim do ano legislativo,
previsto para 15 de dezembro.
Pauta de
votações
Também está na
pauta do Senado um projeto que egaliza a exploração de jogos de azar no país.
Não há, porém, consenso sobre a proposta, que deve ter a análise adiada.
Entre outros projetos, também estão o que impede a alteração de contratos do
setor público por meio de medidas provisórias; e o que autoriza estados a
vender, a bancos, os recebíveis derivados de dívidas de empresas.