No Ceará, de outubro de
2015 a 10 de março de 2016, foram notificados 395
casos de
microcefalia e alterações do sistema nervoso central. Desses, 48 foram
confirmados, 83 foram descartados e 264 estão em investigação. Do total de
notificados, 83,3% foram detectados no pós-parto e 16,7% durante a gestação,
segundo o boletim divulgado pela Secretaria de Saúde do Ceará nesta
quarta-feira (16).
Dos casos confirmados, 8 tiveram diagnóstico laboratorial
confirmado para vírus zika e 40 foram encerrados por critério
clínico-radiológico. Em relação à distribuição geográfica dos casos por
residência da mãe, 87 municípios notificaram casos suspeitos, sendo que 26
casos foram confirmados, localizados em 16 Regionais de Saúde.
Ocorreram 28 óbitos, sendo 4 casos de natimortos (morreram no
útero ou nasceram mortos) e 24 casos que evoluíram para óbito após o
nascimento. Destes, 13 permanecem em investigação e 15 foram confirmados
sugestivos de infecção congênita, sendo 8 casos com identificação do vírus zika
em tecido fetal.
Os municípios cearenses que tiveram óbitos por microcefalia e/ou alterações do sistema nervoso central foram: Acarape, Campos Sales, Canindé, Cascavel, Crateús, Fortaleza, Iguatu, Ipaumirim, Juazeiro do Norte, Jucás, Maracanaú, Morrinhos, Pacajus, Piquet Carneiro, Quixeramobim, Russas, Tejuçuoca e Tururu. Foram 28 casos notificados, com 15 confirmados e 13 em investigação.
Em consonância com o Ministério da Saúde do Brasil, o Estado do
Ceará recomenda às gestantes utilizarem repelente tópico, considerando a
relação causal entre o vírus zika e os casos de microcefalia relacionada ao
vírus zika diagnosticados no país. Estudos indicam que o uso tópico de
repelentes a base de DEET por gestantes não apresenta riscos.
Já para os repelentes ambientais, recomenda-se a utilização
correta dos saneantes regularizados na Anvisa. Cabe destacar que esses produtos
não devem ser indicados ou utilizados diretamente em seres humanos, mas em
superfícies inanimadas e/ou ambientes, seguindo sempre, com atenção, as
orientações do fabricante.
É importante que as
gestantes realizem um acompanhamento e as consultas de pré-natal, com a
realização de todos os exames recomendados pelo médico. As mesmas não devem
consumir bebidas alcoólicas ou qualquer outro tipo de drogas, não utilizar
medicamentos sem orientação médica e evitar contato com pessoas com febre ou
infecções.
A população deve adotar medidas que possam reduzir a presença de
mosquitos transmissores de doença, com a eliminação de criadouros e proteger-se
da exposição de mosquitos, como manter portas e janelas fechadas ou teladas.
Gestantes devem usar calça e camisa de manga comprida e utilizar repelentes
permitidos para gestantes.