A Prefeitura de Fortaleza assinou contrato com a Angola Cables para instalação de uma estação de cabos submarinos de fibra óptica, com Data Center integrado. Em todo o globo, a empresa angolana deve investir cerca de R$ 900 milhões no projeto. No Brasil, o valor de investimentos da operadora será de aproximadamente R$ 72 milhões, sendo R$ 35 milhões diretamente em Fortaleza.
O cabo de fibra ótica vai servir para transmissão de dados (internet) entre a América Latina, a África e a Ásia. Hoje, a ligação entre as três regiões é feita por cabos submarinos que passam antes pelos EUA e pela Europa.
De acordo com a Telebrás, a nova ligação deve levar a uma redução de 80% nos custos de transmissão de dados entre América Latina, África e Ásia. Além disso, haverá melhoria na qualidade da internet brasileira.
“Fortaleza agora se consolida como um polo de tecnologia, que gera emprego, gera renda, é um salto importante para a economia da cidade. Seremos um ponto de conexão de cabos de fibra ótica”, disse o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio. para o Roberto Cláudio, a capital cearense terá vantagem competitiva no mercado da tecnologia e poderá atrair empresas de fora do Ceará para usar os serviços do Data Center.
A parceria com a empresa Angola Cables resultará na instalação de uma estação de cabos submarinos de fibra óptica e um Data Center de porte internacional, o primeiro deste porte nas regiões Norte e Nordeste. Com essa estrutura, Fortaleza passará a ter condições de exportar conteúdos digitais brasileiros para a América do Norte e, futuramente, para a África.
“Teremos a oportunidade de desenvolver uma nova vocação econômica para a cidade com essa tecnologia, com perspectiva de aumentar em 0,2% o nosso PIB anual e gerar cerca de 700 novos empregos em toda a cadeia produtiva ”, disse o titular da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Fortaleza, Robinson de Castro.
Fortaleza conta com posição geográfica privilegiada e estratégica, próxima dos continentes europeu e africano, assim como dos Estados Unidos. A capital cearense tem atualmente sete cabos submarinos de fibra óptica instalados, contabilizando 13 pontos de entrada e saída. “Serão dois cabos, um vindo dos Estados Unidos e outro vindo da Angola. Vemos o mercado brasileiro com bastante potencial para esse mercado. Este é o primeiro cabo de fibra óptica conectando América do Sul e África diretamente” afirmou o CEO da Angola Cables, António Nunes.