O Ceará começa a receber esta semana as primeiras
unidades das vacinas contra o vírus H1N1 que serão enviadas a todos os postos
de saúde, segundo a Secretaria da Saúde do Estado (Sesa). No total, o
Ministério da Saúde deve enviar ao estado 2.017.553 de doses da vacina.
Diferentemente de São Paulo, que adiantou a
campanha, o Ceará vai acompanhar o calendário nacional, que
começa no dia 30 de abril e segue até 20 de maio. No estado, a campanha será
unificada em todos os municípios.
A coordenadora de imunizações da Sesa, Ana Vilma
Braga, afirma que a distribuição aos municípios deve começar quando o estado
tiver recebido em torno de 30% do total aguardado do Ministério da Saúde.
"Em São Paulo, já tem mais de 70 mortes, e nós não. Tivemos dois óbitos,
mas foram isolados, no começo do ano, e não tivemos surto. A gente vai cumprir
com a data oficial, seguindo todas as normas do programa de imunização
nacional", afirmou a coordenadora.
A planilha de distribuição ao municípios está sendo trabalhada, disse Ana
Vilma, mas mais de 2 milhões de seringas já foram adquiridas pelo estado.
"Estamos trabalhando há quase um mês nessa campanha. O ministério compra a
vacina e o estado compra as seringas, que já foram adquiridas. Cada regional
vai receber. Quem tem muita pressa vem buscar. Se não, fica dentro do
cronograma", acrescentou.
Vacina
trivalente
A vacina distribuída na rede pública é trivalente, o que, segundo explica a
coordenadora, livra contra H1N1, H3N2 e tipo B. "Na clínica privada, é
mais uma cepa do tipo B, que para o Brasil não tem muita diferença. O comitê
técnico de imunizações chegou a conclusão que a trivalente atende nossa necessidade,
pelo que está circulando no Hemisfério Sul".
A meta preconizada pelo MS é no mínimo 80% da população. "Mas sempre
trabalhamos para chegarmos próximos a 100%", destacou a assessora técnica
das ações de imunizações, Júlia Araújo.
Público-alvo
Ana Vilma frisou o pedido aos grupos prioritários para que procurem os postos
quando a campanha começar no Ceará. "No dia 30, sábado, todas as salas vão
estar abertas. Gostaríamos de receber esse público logo. Quando toma vacina,
leva de 2 a 3 semanas para o organismo produzir anticorpos", explica.
"Essa vacina é incapaz de provocar a gripe. É de vírus mortos, inativados,
não faz medo a pessoa tomar", enfatiza a especialista.
O público alvo são: crianças de seis meses a menores de cinco anos; gestantes;
puérperas; trabalhador de saúde; povos indígenas; indivíduos com 60 anos ou
mais de idade; adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas
socioeducativas; população privada de liberdade e funcionários do sistema
prisional; pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras
condições clínicas especiais independe da idade (mantém-se a necessidade de
prescrição médica especificando o motivo da indicação da vacina, que deverá ser
apresentada no ato da vacinação).