A Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou 1.260
acidentes, com 125 mortes durantes o primeiro semestre deste ano no Ceará. Segundo o
órgão, o número de acidentes automobilísticos é 9% menor que o contabilizado em
igual período do ano anterior. Apesar da redução nos acidentes, o número de
mortes no trânsito nas rodovias federais do estado foi 34% maior.
No primeiro semestre deste ano foram 125 óbitos, e
em igual período de 2015 foram 93 mortes. O número de feridos foi de 1.146
neste semestre e 1.060 em 2015, 8% a mais.
A PRF informou que 1.060 ocorrências foram
registradas nos seis primeiros meses do ano de 2015. Ou seja, as estradas
cearenses tiveram 201 acidentes a mais neste ano que em igual período do ano
anterior.
As rodovias cearenses que mais registraram
acidentes foram as BRs 020, 116 e 222. Juntas, conforme a PRF, as vias
respondem a 72% das ocorrências. Com relação às mortes, somente a BR-116
responde por 44% das vítimas fatais.
Fins de
semana violentos
A PRF informou que os fins de semana são os períodos em que mais são
registrados acidentes no Ceará. Ainda segundo o órgão, as sextas-feiras são os
dias que mais registram colisões graves (19,3%); e os domingos, os dias com
mais mortes no trânsito (24,8%). Os atropelamentos de pedestres e as
colisões frontais estão entre as ocorrências mais letais, correspondendo a 50%
dos mortos nas rodovias federais.
Em nota, a PRF disse que a imprudência está entre
os principais fatores para o elevado número de acidentes e mortes nas vias.
"Provenientes da imprudência do condutor, a
colisão frontal e o atropelamento resultam de condutas arriscadas na condução
dos veículos, como excesso de velocidade, ultrapassagens proibidas, desrespeito
à sinalização e falta de atenção", apontou.
Ações
O órgão acrescentou que desenvolve ações de combate
à violência no trânsito. Além do policiamento ostensivo, foram realizadas
operações específicas com o objetivo de aumentar a percepção de segurança
pública nas rodovias.
"A PRF no Ceará tem intensificado a
fiscalização e fomentado junto à sociedade civil organizada, por meio de
palestras e atividades educativas, a necessidade de mudanças nas atitudes
comportamentais dos usuários, sejam eles condutores, pedestres ou ciclistas,
pois a redução da violência no trânsito passa, obrigatoriamente, pela questão
educacional e pela conscientização de todos", reforçou.