O governador Camilo Santana (PT) juntou-se a outros 13 chefes de Executivos estaduais para criticar o decreto do governo federal que ampliou as possibilidades legais de uso e porte de armas no País. De acordo com o documento, "a partir das evidências disponíveis, julgamos que as medidas previstas pelo decreto não contribuirão para tornar nossos estados mais seguros. Ao contrário, tais medidas terão um impacto negativo na violência – aumentando por exemplo, a quantidade de armas e munições que poderão abastecer criminosos – e aumentarão os riscos de que discussões e brigas entre nossos cidadãos acabem em tragédias". o texto foi divulgado hoje.
Segundo o texto, o caminho para o combate à violência passa por fortalecer a articulação entre União, Estados e municípios "para fortalecer políticas públicas baseadas em evidências e para implementar o Plano Nacional de Segurança Pública e Defesa Social". Além de Camilo, assinam o documento o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), do Piauí, Wellington Dias (PT), do Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), da Paraíba, João Azevedo (PSB), do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), de Alagoas, Renan Filho (MDB), de Sergipe, Belivaldo Chagas (PSD), do Amapá, Waldez Góes (PDT), de Tocantins, Mauro Carlesse (PHS), e do Pará, Helder Barbalho (MDB).
Não é a primeira vez que governadores do Nordeste e Camilo em particular lançam documento contra esse tipo de política do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Em março, após encontro dos chefes de Executivo da região, eles saíram em defesa do Estatuto do Desarmamento, "somos contrários a regras que ampliem a circulação de armas, mediante posse e porte de armas. Tragédias como o assassinato da vereadora (do Rio de Janeiro) Marielle (Franco, do Psol, assassinada em 2018) e a de Suzano (quando 10 pessoas, incluindo os dois assassinos, foram mortos em um massacre promovido em uma escola estadual por dois ex-alunos), no Estado de São Paulo, mostram que armas servem para matar e aumentar violência na sociedade".