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Juízes federais no Ceará realizam ato em defesa da magistratura

Das 10 medidas de pacote anticorrupção, quatro passaram parcialmente.

Os juízes Federais da Seção Judiciária do Ceará realizaram, na tarde desta segunda-feira (5), um ato público em defesa da independência da magistratura. A manifestação ocorreu no edifício-sede da Justiça Federal no Ceará, em Fortaleza.

Os magistrados manifestam preocupação com a aprovação e o encaminhamento pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal dos projetos que, segundo os representantes da Associação dos Juízes Federais da 5ª Região (Rejufe), tolhem e criminalizam a atuação independente de juízes e membros do Ministério Público.

 

"Nós somos contra os projetos que tramitam no Senado a respeito da lei de abuso de autoridade porque, nos moldes em que ela está, acaba vulnerabilizando o próprio juiz no ato de julgar. Essa garantia de independência da magistratura é uma garantia do cidadão, alerta o juiz federal Júlio Rodrigues Coelho Neto, presidente da Rejufe.

 

As manifestações são contra a proposta de medidas anticorrupção votadas pelos deputados. Os deputados desfiguraram o pacote que reúne um conjunto de medidas de combate à corrupção propostas pelo Ministério Público Federal e avalizadas por mais de 2 milhões de assinaturas de cidadãos encaminhadas ao Congresso Nacional. O texto foi aprovado pela Câmara na madrugada desta quarta-feira (30). Com a aprovação, o projeto segue agora para análise do Senado.

 

 

Pacote
Os deputados aprovaram modificações no texto que saiu da comissão especial. Diversas propostas foram rejeitadas e outros temas polêmicos foram incluídos. Das dez medidas originais, somente quatro passaram, ainda assim parcialmente.
 
Entre as mudanças, está a retirada da tipificação do crime de enriquecimento ilícito e a inclusão do crime de responsabilidade a magistrados e membros do Ministério Público que cometerem algum tipo de abuso de autoridade.

O texto original do pacote anticorrupção tinha dez medidas e foi apresentado pelo Ministério Público Federal . Na comissão especial da Câmara que analisou o tema, uma parte das sugestões dos procuradores da República foi desmembrada e outras, incorporadas ao parecer do relator Onyx Lorenzoni (DEM-RS). As discussões foram acompanhadas pelo Ministério Público, que deu o seu aval ao texto construído.

Segundo o relator, do texto original, só permaneceram as medidas de transparência a serem adotadas por tribunais, a criminalização do caixa 2, o agravamento de penas para corrupção e a limitação do uso de recursos com o fim de atrasar processos.

 

06 de DEZ de 2016 às 07:09:20
Fonte: G1.com
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Os juízes Federais da Seção Judiciária do Ceará realizaram, na tarde desta segunda-feira (5), um ato público em defesa da independência da magistratura. A manifestação ocorreu no edifício-sede da Justiça Federal no Ceará, em Fortaleza.

Os magistrados manifestam preocupação com a aprovação e o encaminhamento pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal dos projetos que, segundo os representantes da Associação dos Juízes Federais da 5ª Região (Rejufe), tolhem e criminalizam a atuação independente de juízes e membros do Ministério Público.

 

"Nós somos contra os projetos que tramitam no Senado a respeito da lei de abuso de autoridade porque, nos moldes em que ela está, acaba vulnerabilizando o próprio juiz no ato de julgar. Essa garantia de independência da magistratura é uma garantia do cidadão, alerta o juiz federal Júlio Rodrigues Coelho Neto, presidente da Rejufe.

 

As manifestações são contra a proposta de medidas anticorrupção votadas pelos deputados. Os deputados desfiguraram o pacote que reúne um conjunto de medidas de combate à corrupção propostas pelo Ministério Público Federal e avalizadas por mais de 2 milhões de assinaturas de cidadãos encaminhadas ao Congresso Nacional. O texto foi aprovado pela Câmara na madrugada desta quarta-feira (30). Com a aprovação, o projeto segue agora para análise do Senado.

 

 

Pacote
Os deputados aprovaram modificações no texto que saiu da comissão especial. Diversas propostas foram rejeitadas e outros temas polêmicos foram incluídos. Das dez medidas originais, somente quatro passaram, ainda assim parcialmente.
 
Entre as mudanças, está a retirada da tipificação do crime de enriquecimento ilícito e a inclusão do crime de responsabilidade a magistrados e membros do Ministério Público que cometerem algum tipo de abuso de autoridade.

O texto original do pacote anticorrupção tinha dez medidas e foi apresentado pelo Ministério Público Federal . Na comissão especial da Câmara que analisou o tema, uma parte das sugestões dos procuradores da República foi desmembrada e outras, incorporadas ao parecer do relator Onyx Lorenzoni (DEM-RS). As discussões foram acompanhadas pelo Ministério Público, que deu o seu aval ao texto construído.

Segundo o relator, do texto original, só permaneceram as medidas de transparência a serem adotadas por tribunais, a criminalização do caixa 2, o agravamento de penas para corrupção e a limitação do uso de recursos com o fim de atrasar processos.

 

06 de DEZ de 2016 às 07:09:20
Fonte: G1.com