Perícias
previstas para a manhã desta segunda-feira (5) vão investigar a causa da queda
de um helicóptero que matou uma noiva que estava a caminho de seu casamento na
grande São Paulo no domingo (4). Peritos do Instituto de Criminalística de
polícia paulista e também especialistas da Aeronáutica estarão no local da
queda do helicóptero em São Lourenço da Serra em busca de indícios da causa do
acidente.
A festa estava
marcada para ocorrer em um espaço para casamentos em São Lourenço da Serra, na
Grande São Paulo. A noiva tinha o sonho de chegar ao casamento de helicóptero,
segundo o dono do buffet e responsável pela organização da festa, Carlos
Eduardo Batista. O noivo a aguardava no altar quando soube do acidente.
Também morreram
o piloto, Peterson Pinheiro, o irmão da noiva, Silvano Nascimento da Silva e a
fotógrafa Nayla Cristina Neves Lousada.
“O noivo não
sabia que ela chegaria de helicóptero. Seria uma surpresa para ele e para todas
as pessoas da festa. Todas as noivas têm um sonho e o dela era chegar de
helicóptero a seu casamento sem que ninguém soubesse”, disse Carlos, um dos
poucos que sabiam da surpresa para poder organizá-la.
Noiva que morreu em acidente de
helicóptero no domingo (4), na Grande São Paulo (Foto: Redes Sociais)
O dono do
buffet afirmou que estranhou quando o helicóptero não pousou no campo de
futebol do sítio e procurou a empresa responsável pela aeronave. “O dono disse
que o helicóptero já tinha subido e que já deveria ter chegado”. “Pouco depois,
ele mesmo me disse que uma aeronave tinha caído, mas que não imaginava que
seria a sua própria”, completou.
Quando recebeu
a confirmação da queda e das mortes, Carlos comunicou primeiramente o noivo.
“Chamei o pastor que estava na cerimônia e ele foi comigo comunicar para tentar
acalantar o noivo. Ele ficou em estado de choque. Depois, os demais convidados
[cerca de 300] souberam e ninguém sabia como agir. Foi uma tragédia”. Alguns
familiares e convidados permaneceram no local da festa e outros foram embora.
O helicóptero
que caiu é do modelo Robinson 44, matrícula PRTUN, segundo a Aeronáutica. De
acordo com o órgão, uma equipe do Seripa IV (Quarto Serviço Regional de
Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) está indo para o local para
começar as investigações do acidente.
A Agência
Nacional de Aviação Civil (Anac) informou, por meio de sua assessoria de
imprensa, que a aeronave estava com inspeção válida até 16 de dezembro, que o
certificado de aeronavegabilidade estava normalizado e que poderia voar até dia
1º de fevereiro de 2007 e que a capacidade era de 3 pessoas, sem contar o
piloto.
A queda ocorreu
na Estrada da Barrinha e oito carros dos bombeiros foram para o local. A
aeronave caiu em uma região de mata fechada, próxima à Rodovia Régis
Bittencourt. Por volta das 18h, quando o Globocop sobrevoava a área, havia
neblina e chuva.