Dinheiro
economizado com decreto do governador Camilo Santana (PT) sobre o Carnaval 2017
irá para atendimentos de emergência em recursos hídricos, saúde e segurança,
confirma o governo do Estado.
Na
última terça-feira, foi publicada decisão do governador vetando o repasse de
recursos estaduais para festas de Carnaval no Ceará, incluindo patrocínios e
apoios.
O
governo estadual afirma que a medida foi tomada pela “necessidade de se
priorizar a realização de gastos públicos que se destinem às áreas com
problemas recorrentes de atendimento emergencial, em especial nos recursos
hídricos, saúde e segurança”, registra nota do governo.
Como
a medida já é aplicada durante toda a gestão de Camilo Santana, o Executivo
ainda não estima o valor total de recursos economizados com a medida.
Estão
resguardados de cortes, no entanto, editais carnavalescos da Secretaria da
Cultura do Estado (Secult), que hoje somam cerca de R$ 1,2 milhão.
Recursos hídricos
Desde
o início deste ano, o governo tem dado atenção especial à questão hídrica do
Estado. Com perspectiva da não conclusão da obra da transposição do rio São
Francisco até o segundo semestre deste ano, a gestão enfrenta cenário de
possível colapso hídrico em diversas regiões.
Na tarde da última quarta-feira, o governador
esteve em reunião com o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho
(PMDB), em Brasília. Na ocasião, Camilo cobrou repasses federais para uma série
de projetos de combate aos efeitos da seca no Estado.
Também na quarta, o petista inaugurou um sistema
de aproveitamento de água subterrânea no Porto do Pecém.
Em dezembro passado, Camilo criticou atrasos na
transposição e disse que, em caso de colapso de abastecimento em Fortaleza, a
culpa seria do governo Michel Temer (PMDB). Em resposta, a União anunciou
repasse de R$ 47 milhões para o Ceará em ações de combate à seca.
Defesa Civil
Ontem,
a deputada Fernanda Pessoa (PR) se reuniu com o secretário-chefe da Casa Civil,
Nelson Martins (PT), para cobrar soluções para o fim do convênio de municípios
com a Defesa Civil. A situação poderia deixar as cidades com problemas de
abastecimento.
“Recebemos a preocupação da prefeita de Boa
Viagem Aline Vieira e, prontamente, nos mobilizamos para que os serviços não
sejam paralisados, pois, nossa gente sofre demais com a seca”, disse a deputada.
Saiba
mais
Previdência
Para
aumentar a receita do Estado, que passa por dificuldades por conta da seca e da
crise econômica no Brasil, a contribuição para previdência de servidores passou
de 11% para 14% neste ano.
Concessões
Outro ponto de
ajuste de contas do governo de Camilo Santana inclui aumentar o número de
concessões e passar o gerenciamento de equipamentos do Estado, como o Centro de
Eventos, para a iniciativa privada.