Composto por cerca
de 11 milhões de chips e linhas fixas conectados, o mercado cearense de
telefonia vem demonstrando também agilidade, visto que a insatisfação com
preços e com os serviços das companhias telefônicas fez com que 293,32 mil
usuários de celulares trocassem de operadora desde que o serviço está
disponível - no fim de 2008. Contando com outros 277,78 mil contratos de contas
fixas, o volume de portabilidade no Estado ultrapassou a marca de 500 mil
migrações.
No último
trimestre, somente no Ceará, foram efetivadas 17,49 mil solicitações de mudança
de uma operador para outra, de acordo com dados divulgados pela Associação
Brasileira de Recursos em Telecomunicações (ABRTelecom) - empresa responsável
pela administração da portabilidade no País.
"Os usuários
de telefones fixos respondem por 5,14 mil (29%) das transferências e os de
móveis, por 12,35 mil (71%)", detalha o relatório.
Já os números
contabilizados pela ABRTelecom, entre janeiro e setembro no Ceará, dão conta de
49,54 mil portabilidades feitas, das quais 14,61 mil (30%) por demanda de
usuários de telefones fixo e o outras 34,92 mil (70%) de móvel.
Entre os estados do
Nordeste, a marca de mais de 500 mil portabilidades efetivadas no Ceará
representa o terceiro maior volume de migrações entre operadoras, conforme a
empresa. Bahia (1,09 milhão) e Pernambuco (1,18 milhão) têm os maiores volumes
da Região.
Menos densidade
O movimento de
troca alia-se ao da diminuição do número de contratos notada nos últimos anos
entre os cearenses. Enquanto as linhas fixas caminham para a extinção - vide
que de 2012 a 2015 o mercado vem perdendo cerca de 20 mil conexões por ano -,
as linhas móveis tiveram um freio na expansão entre 2014 e 2015, quando cerca
de um milhão de usuários encerraram suas contas. Os números do setor divulgados
pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), no entanto, ainda não têm
refletido sobre a participação de mercado que cada operadora exerce no Estado.
No último mês, TIM
e Oi continuam brigando pela liderança cada uma em torno de 30% do mercado
cearense, enquanto a Claro mantém a participação de 25% e a Vivo, última a
chegar ao Estado, continua com 5% dos chips conectados.
Migração pelo País
A quantidade de
portabilidades efetivadas em todo o País sinaliza que a busca por preços e
serviços melhores é tão intensa quando a vivida no Ceará. Segundo o balanço da
ABRTelecom, "desde setembro de 2008, quando o serviço começou a ser
oferecido no Brasil, até o dia 30 de setembro deste ano, 12,41 milhões (37%)
migrações foram realizadas por usuários de telefones fixos e 21,40 milhões
(63%) de móveis". Quando a base de comparação é o terceiro trimestre de
2016, a empresa informa um montante de 1,23 milhão de trocas entre operadoras
concluídas, das quais 348,08 mil (28%) correspondem a contratos de telefonia
fixa enquanto 886,10 mil são de contratos móveis.
Considerando as
migrações efetuadas somente em 2016, no País, foram feitas 3,42 milhões de
trocas de operadoras sem mudança do número do telefone por meio da
portabilidade numérica. "Dessas, um total de 974,44 mil (28%) são para
telefones fixos e outras 2,44 milhões (72%) para móveis", completa a
ABRTelecom.
Portabilidade
1. Entrar em
contato com a operadora para qual deve migrar e negociar a mudança. Um número
de protocolo será entregue.
2. Comprovar a
titularidade da linha telefônica, informando o documento de identidade. No caso
de empresas, é necessário informar o número do registro no Ministério da
Fazenda.
3. Informar o nome
da operadora de onde está saindo.
Observação: A
operadora para qual o usuário quer migrar será responsável por realizar todo o
processo de portabilidade, que deve ser realizado em no máximo três dias úteis
após a solicitação. O número do telefone será mantido.