A Assembleia Legislativa do Ceará aprovou no início
da tarde desta quinta-feira (10) projeto de lei que proíbe as operadoras
conceder sinal de radiofrequência nas áreas de unidades prisionais do estado, o
que impede o funcionamento de aparelho celular. O projeto de lei proposto pelo
governo estadual foi aprovada sem emendas.
A medida é "destinada a reforçar a vedação ao
uso de aparelhos celulares como instrumento para que atuações criminosas sejam
planejadas, ordenadas e coordenadas de dentro das unidades prisionais",
segundo texto da própria mensagem enviada à Assembleia.
A forma de bloqueio prevista no projeto foi tema de discussão entre apoiadores do governo e oposição. Para o deputado Agenor Neto (PMDB), a lei "transfere a responsabilidade [do bloqueio] para as operadoras que não vão tomar essa atitude". Segundo a oposição, em outros estados como Santa Catarina, as operadoras questionaram na Justiça esse tipo de decisão. Elmano De Freitas (PT) disse que é correto que o estado ou as operadores bloqueiem o sinal pois há "tese jurídica" para as duas situações, no entando, há que se decidir politicamente se a conta será paga pelo "povo do Ceará'' ou pelas operadoras.
A desobediência à lei gerará multa diária de R$ 10
mil à operadora, que serão revertidos ao Fundo de Defesa Social (FDS).
Agentes penitenciários presentes nas galerias
durante a discussão da matéria exibiram cartazes pedindo aumento de
gratificação porque consideram que o bloqueio vai aumentar a pressão nos
presídios e dificultar a atuação deles.