A Petrobras informou nesta sexta-feira (17) que criou comissões internas para verificar "averiguar indícios ou fatos contra a empresa" relacionados às denúncias relacionadas à operação Lava Jato, e que está estudando medidas jurícidas para ser ressarcida pelos danos sofridos.
As afirmações estão em um comunicado enviado pela empresa à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), em resposta a um pedido de esclarecimento feito pela autarquia por conta das notícias publicadas nos últimos dias sobre o assunto. É procedimento comum à CVM solicitar esclarecimentos sobre notícias que possam afetar as empresas que têm ações negociadas em bolsas de valores.
No comunicado, a empresa apontou que é reconhecida oficialmente pelas autoridades como vítima nesse processo de apuração, e vem prestando esclarecimentos para Polícia Federal, Ministério Público Federal e Poder Judiciário.
"A Companhia reitera que vem acompanhando as investigações e colaborando efetivamente com os trabalhos das Autoridades Públicas, conforme reconhece o Poder Judiciário", disse a Petrobras, na nota enviada à CVM.
Segundo a empresa, as comissões internas de apuração poderão subsidiar medidas administrativas e procedimentos decorrentes.
A Petrobras informou que pediu à Justiça – e conseguiu – acesso aos autos de investigação, incluindo os da ação por lavagem de dinheiro e organização criminosa, "como forma de acompanhar de perto as investigações". Entretanto, ainda não teve a permissão do Poder Judiciário para acessar ao conteúdo da “delação premiada” realizada pelo ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa.