Após a condução
coercitiva ex-presidente Lula, submetido na 24º fase da Operação Lava Jato nesta sexta-feira (4), o líder
do Governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT), convocou uma
entrevista coletiva. Ele ressaltou que é preciso mobilização para prestar
solidariedade ao ex-presidente. Ainda enfatizou que a ação foi midiática e uma
tentativa de golpe da direita.
O deputado federal,
junto aos líderes do partido e presidentes de movimentos sociais, disse ainda
que a oposição declarou guerra aos “construtores da democracia”. “Não vamos
baixar o tom, vamos à guerra. O Lula não precisava desse espetáculo midiático e
não vamos aceitar o que aconteceu, tem muita gente solta que merece ser
presa”, declarou.
O líder do Governo
também falou que a corrupção no Brasil não começou agora e que o Lula não é
culpado por tudo que acontece no país. “Não aceitamos mais a forma seletiva e
criminosa de responsabilizar o Lula, que não é responsável, por tudo de ruim no
Brasil. A corrupção não começou agora”, ressalta.
José Guimarães alertou
ainda que agora será necessário uma grande agenda de mobilização e pediu apoio
das militâncias, dos movimentos sociais e dos partidos aliados para que lutem
pela democracia. “O que está em jogo não é um partido, mas sim está em jogo a
ordem democrática”, afirmou.
Entenda o caso
O ex-presidente Lula
está sendo investigado na Operação Aletheia (palavra grega que significa “Busca
pela verdade”), na 24ª fase da Lava Jato. Segundo denúncias e
investigações da Polícia
Federal, o
Instituto Lula teria relação com empreiteiras investigadas na operação. Desta
forma, nesta sexta, Lula prestou depoimento no Aeroporto de Congonhas por quase
4 horas conduzidas pelo dr. Sérgio Mouro.
De
acordo com o Ministério Público Federal, existe evidências de que o
ex-presidente recebeu valores do esquema da Petrobrás, através de uma reforma
em um apartamento tríplex e de bens por uma transportadora. Investigações
também apuram se pagamentos feitos a Lula foram realizados por empresas que
estão na Lava Jato.
Logo após prestar o
depoimento, Lula discursou e falou ter se sentindo um prisioneiro. “Eu fiquei
magoado, ofendido, mas isso era preciso para o PT levantar a cabeça. Todo dia
alguém faz o partido sangrar. A partir da semana que vem, quem quiser discurso
do Lula, é só pagar passagem de avião. Tentaram matar a jararaca, mas não
acertaram na cabeça, acertaram no rabo”, desabafou o ex-presidente.