O Governo do Ceará, por meio da Casa Civil, se
manifestou oficialmente nesta segunda-feira (3) sobre a agressão de policiais militares
contra o ex-senador e secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Educação
Superior, Inácio Arruda, e seus familiares. Em nota oficial, a
Casa Civil repudiou o episódio e afirmou que os agentes de segurança serão
investigados.
O Governo do Estado determinou à Controladoria Geral de Disciplina (CGD) dos órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário do Estado do Ceará que realize "rigorosa apuração dos fatos ocorridos no domingo" (2).
"O Governo do Ceará informa que repudia qualquer
tipo de ação ilegal ou truculenta por parte dos seus agentes de segurança. O
compromisso da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado, bem
como da sua vinculada Polícia Militar do Ceará, instituição respeitada e de
relevantes serviços prestados ao povo cearense, é prover proteção e conforto
para o exercício da liberdade", informou a Casa Civil.
Inácio Arruda, a filha, Nara Arruda, uma amiga e a
mulher do secretário, Terezinha Braga, se envolveram em um conflito com policiais
militares durante o período de votação no IFCE, em Fortaleza. O
secretário de estado, seus familiares e os PMS compareceram à Superintendência
da Polícia Federal para prestar esclarecimentos.
Na sede da PF, Inácio disse que a confusão começou
quando uma equipe de policiais tentou pegar a mochila de uma jovem que estava
junto com Nara Arruda no IFCE.
Suspeitando que as jovens estivessem fazendo boca de urna, os PMs arrancaram à
força a bolsa e deram voz de prisão.
Inácio foi chamado e ao chegar no local viu sua filha
e a amiga sendo conduzidas. O secretário tentou questionar e evitar a prisão,
mas acabou sendo agredido com uma gravata por um dos agentes. A mulher de
Inácio, a médica Terezinha Braga, também foi agredida e teve ferimentos no
braço.
"Um dos policiais praticou violência,
evidentemente que outros tinham que agredir, eles tinham que fazer o mesmo tipo
de violência. Não é porque eles não abriram a bolsa, é porque eles queriam dar
uma voz de prisão e vai ter que ser preso de qualquer jeito, nem que eu leve você
na marra. Tem que acabar com esse tipo de loucura", relatou Inácio Arruda,
após prestar depoimento à Polícia Federal.
"Queremos fazer essa denúncia pois fomos
violentados. Se fazem isso com um secretário de estado, imagina o que são
capazes de fazer com as pessoas simples da periferia", ressaltou.
A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social
afirmou que estão sendo realizadas as apurações a denúncia de excesso por parte
dos policiais. Os PMs que participaram da ocorrência e estiveram na Polícia Federal preferiram não conceder entrevista.