O ministro das Cidades, Gilberto Kassab, se reuniu com o governador Camilo Santana nesta quarta-feira (5) no Palácio da Abolição, sede oficial do governo cearense, em Fortaleza.
Durante o encontro, Camilo Santana apresentou as obras que estão em andamento e demandas para o futuro, como a construção de 50 mil casas na etapa 3 do programa “Minha Casa, Minha Vida”.
“O govenador bastante ambicioso, felizmente, apresentou o número elevado, mas compatível com as necessidades e a capacidades do estado do Ceará”, afirmou ao ministro das Cidades, ao sair da reunião técnica sobre a demanda por habitações. Camilo Santana também demonstrou ao Ministério das Cidades o interesse que o estado tenha mais uma linha de monotrilho. “Criamos, na parte do governo federal, a expectativa de que isso poderá acontecer no momento que for reaberto o programa”, disse Kassab.
Reunião com a Casa Civil
Camilo Santana entregou na quarta-feira (4) ao ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, as ações prioritárias do estado para o enfrentamento à seca em Brasília “O ministro ficou de apresentar as ações do Ceará em uma reunião sobre a seca no Brasil que terá com outros ministérios na próxima sexta-feira”, disse o governador.
De acordo com o governador, durante o encontro Aloizio Mercadante, ele não discutiu sobre a instalação da refinaria Premium II no Ceará, cancelada pela Petrobrás. “A minha prioridade com o Mercandante foi a questão da seca. Apresentar a ele a situação do Ceará. As ações irgentes para serem feitas aqui no Ceará”, afirmou. Mesmo demonstrando preocupação com a seca, o governador não disse quando o plano de combate à seca será apresentado.
Segundo Camilo Santana, o governo do estado não desistiu da refinaria. “Posteriormente, vamos discutir com a nova diretoria o futuro da refinaria no Ceará. Eu sou muito otimista, e nós não vamos abrir mão do sonho do Ceará. Nós não vamos deixar de lutar. Da mesma forma que ninguém acreditava na siderúrgica e hoje é uma realidade. Ela vai ser inaugurada ainda, se Deus quiser, este ano.”
Questionado sobre os gastos estaduais para a implantação da refinaria, Camilo Santana afirmou que os custos estão sendo levantados e reafirmou que cobrará caro da Petrobrás os prejuízos que poderá ocorrer caso o estado não receba a refinaria. “O prejuízo é imensurável. Quanto custa a Universidade Federal do Ceará já ter um curso formando profissionais na area petroquímica? Isso é uma coisa que não se mensura. Não é só o valor do terreno, é todo um planejamento que iniciativa privada fez, as universidades, o centro de treinamento do trabalhador cearense. Isso é uma luta suprapartidária que nós temos que fazer para garantir esse empreendimento para o nosso estado.”