O dólar abriu o pregão desta quarta-feira (23)
operando em queda. No entanto, minutos depois passou a subir em relação ao real
e ultrapassou o recorde da véspera ao ser cotado a R$ 4,08. Nesta terça-feira,
a moeda norte-americana atingiu, durante o pregão, a máxima de R$ 4,0681.
Às 11h20, o dólar subia 1,31%, cotada a R$ 4,1067 na venda.
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em queda na manhã desta quarta.
O Banco Central não anunciou nenhuma intervenção
extraordinária no câmbio nesta sessão e apenas dará continuidade à rolagem dos
swaps cambiais que vencem em outubro, com oferta de até 9,45 mil contratos,
equivalentes a venda futura de dólares.
Veja a
cotação ao longo do dia:
Às 9h05,
caía 0,84%, a R$ 4,0197
Às 9h20, caía 0,75%, a R$ 4,0231
Às 10h20, subia 0,696%, a R$ 4,082
Às 10h30, subia 0,548%, a R$ 4,076
Às 10h50, subia 0,9%, a R$ 4,0903
Às 11h, subia 0,957%, a R$ 4,0926
Na terça-feira, a moeda norte-americana teve alta
de 1,83%, vendida a R$ 4,0538. No ano, o dólar já tem alta acumulada de 52,47%.
A cotação de fechamento desta terça foi a mais alta
já registrada desde a criação do real. A maior até então havia sido registrada
em 10 de outubro de 2002, quando o dólar chegou a ser vendido a R$ 4 durante o
pregão, mas desacelerou a alta e fechou naquele dia a R$ 3,98.
Na época, a moeda norte-americana foi impulsionada,
entre outros, pelas perspectivas de que o então candidato à Presidência Luiz
Inácio Lula da Silva (PT) seria eleito, algo que não agradava o mercado
financeiro.
No passado, houve um breve período em que R$ 1
chegou a valer mais que US$ 1 na carteira. Isso aconteceu entre 1994 e 1999,
quando o governo passou a controlar artificialmente a cotação da moeda
norte-americana para estabilizar a economia do país, recém-saída de uma
hiperinflação.