No mês de outubro de 2015, o
conjunto dos 12 produtos que compõem a cesta básica de Fortaleza registrou
inflação de 0,34%, de acordo com pesquisa mensal realizada pelo Departamento
Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), nesta quarta-feira (4). A
pesquisa mostra que das 18 regiões metropolitanas pesquisadas, Fortaleza é uma
das nove capitais onde a cesta básica apresentou aumento de preços. A inflação
no preço da cesta básica foi influenciada pelo aumento no preço de oito itens,
com destaque para o açúcar (3,74%), carne (2,02%), arroz (1,89%), pão (1,55%) e
o café (1,29%).
Com o aumento no preço dos produtos
da cesta básica, um trabalhador da capital cearense precisou desembolsar
R$ 306,23 para adquirir os produtos. Considerando o valor e, tomando como base
o salário-mínimo vigente no país - R$ 788,00 -, pode-se dizer que o trabalhador
teve que gastar 85 horas e 30 minutos de sua jornada de trabalho mensal para
essa finalidade. Segundo o Dieese, o gasto com alimentação de uma família
padrão (dois adultos e duas crianças) foi de R$ 918,69
De acordo com a pesquisa, a cesta
básica em Fortaleza teve queda de -3,15% no semetre e um aumento de 10,31% nos
últimos 12 meses. Isto significa que a alimentação básica em outubro de 2015
(R$ 306,23) está mais barata do que em abril de 2015 (R$ 316,20) e mais cara do
que outubro de 2014 (R$ 277,60).
No semestre, dos produtos que
compõem a cesta básica, os que sofreram maior elevação nos preços, foram: a
carne (11,42%) o açúcar (8,99%); o Pão (6,75%); e a manteiga (6,11%). Os
produtos que sofreram maior redução no período analisado foram: o tomate
(-38,41%), o feijão (-9,15%), e a banana (-7,69%).
Em 12 meses, os produtos que compõem
a cesta básica, os que sofreram maior elevação nos preços, foram: o feijão
(39,09%), a carne (18,64%), o açúcar (12,14%) e o pão (10,35%). Os produtos que
sofreram maior redução no período analisado foram: a farinha (-2,63%), e o
tomate (-3,91%).
Cidades
Das 18 cidades em que o Dieese realiza pesquisa mensasl, as maiores altas nos
12 produtos que compõem a cesta básica ocorreram em Brasília (2,10%), Natal
(0,97%) e Aracaju (0,93%). Já as quedas mais expressivas foram apuradas nas
cidades do Sul – Curitiba (-1,85%), Porto Alegre (-1,27%) e Florianópolis
(-1,21%). Em outubro, o maior custo da cesta foi registrado em São Paulo
(R$ 382,13), seguida de Porto Alegre (R$ 380,80), Florianópolis (R$ 378,45) e
Rio de Janeiro (R$ 359,66). Os menores valores médios foram observados em
Aracaju (R$ 282,87), Natal (R$ 285,47) e Recife (R$ 297,78).
Salário-Mínimo
Considerando a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo
deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e sua família com
alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e
previdência, o Dieese estima que o valor do salário-mínimo necessário
para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$
3.210,28, ou 4,07 vezes mais do que o mínimo de R$ 788,00.