Começou nesta terça-feira (6) a greve dos bancários
do Ceará. O Sindicato dos Bancários do Ceará (Seeb-CE) também aderiu a
paralisação que ocorre em todo o Brasil. A paralisação foi decidida em
assembleia realizada no dia 1º de outubro e atendeu o pedido do Comando
Nacional dos Bancários. No Estado são mais de 700 agências e em Fortaleza cerca
de 300.
De acordo com o presidente do Seeb-CE, Carlos
Eduardo Bezerra, os bancários pedem reajuste salarial de 16% com piso de R$
3.299,66. Além do aumento salarial, a categoria local pede melhores
condições de trabalho, maior segurança nas agências bancárias, principalmente,
na Região Metropolitana e no interior do Estado, com a implantação dos
equipamentos de segurança garantidos no Estatuto de Segurança Bancária, aumento
do número de contratação, fim do assédio moral e cobranças abusivas de metas.
Ainda de acordo com Carlos Eduardo fica em funcionamento, por lei, o serviço de compensação bancária. Ou seja, no período da greve os caixas eletrônicos irão funcionar normalmente. Único serviço ofertado é a compensação de cheques. A concentração da greve iniciou 8h na Praça do Ferreira, no Centro.
A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou uma proposta de reajuste de 5,5%, com piso de R$ 1.321,26 a R$ 2.560,23 (veja mais detalhes sobre as reivindicações e a proposta dos bancos no final da matéria). A proposta foi rejeitada pela categoria nas assembleias da última quinta-feira (1).
Na última sexta-feira (2), o Comando Nacional enviou um oficio à Fenaban, para oficializar a aprovação de greve nacional unificada pela categoria.
O que pede a
categoria e o que oferecem os bancos
Os bancários querem reajuste salarial de 16%, com piso de R$ 3.299,66, e
Participação nos Lucros e Resultado (PLR) de três salários mais R$ 7.246,82. A
categoria também reivindica vales alimentação, refeição, 13ª cesta e
auxílio-creche/babá de R$ 788 cada. A categoria também pede pagamento para
graduação e pós, além de melhorias nas condições de trabalho e segurança.
A proposta apresentada pela Febraban, rejeitada em
assembleias, oferece reajuste salarial de 5,5%, com piso entre R$ 1.321,26 e R$
2.560,23. A Federação propôs ainda PLR pela regra de 90% do salário mais R$
1.939,08, limitado a R$ 10.402,22 e parcela adicional (2,2% do lucro líquido
dividido linearmente para todos, limitado a R$ 3.878,16).
Foram também propostos os seguintes benefícios:
auxílio-refeição de R$ 27,43, auxílio-cesta alimentação e 13ª cesta de R$
454,87,auxílio-creche/babá de R$ 323,84 a R$ 378,56, gratificação de
compensador de cheques de R$ 147,11, qualificação profissional de R$ 1.294,49,
entre outros.