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Temer diz ter certeza de que Dilma vai governar ‘até o fim’

Não acho, não (que Dilma corra perigo de não terminar o mandato)

Em entrevista ao jornal O Globo, o vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP) disse na tarde desta segunda-feira (31/08), ter “absoluta certeza” de que, mesmo com todo o desgaste a que é submetido o governo, a presidente Dilma Rousseff e ele vão governar “até o fim” do mandato:

— Não acho, não (que Dilma corra perigo de não terminar o mandato). Acho que essas coisas são naturais na democracia, esses embates são rotineiros. Eu tenho absoluta certeza que a chapa vai até o fim (do mandato).

De passagem pelo Rio, onde gravou entrevista para um programa do Canal Brasil, Temer evitou comentar a declaração do ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso, que disse, no dia 17 de agosto, que Dilma deveria fazer uma mea-culpa ou renunciar. Para Temer, foi apenas uma “declaração política”. O vice-presidente voltou a afirmar que a petista conseguirá governar “com tranquilidade”, ainda que enfrente embaraços naturais em qualquer governo:

— A presidente tem condições de continuar a governar com tranquilidade. É claro que haverá sempre embaraços no governo, isso é natural. Mas isso não deve nos assustar e não assusta a presidente. É uma declaração política, não faço comentários a respeito disso — afirmou.

Perguntado pelo O Globo se concordava com a avaliação do Planalto de que o envio do Orçamento de 2016 ao Congresso, com déficit estimado em R$ 30,5 bilhões, teria um “efeito pedagógico” sobre os parlamentares, que poderão colaborar para conter as pautas-bomba, o peemedebista afirmou que a transparência do Orçamento será útil no Congresso, e causará o efeito esperado pelo governo.

— Acho que isso vai fazer com que todos colaborem exatamente para superar o déficit, é isso que vai acontecer. Acho que houve uma transparência que será útil causando esse efeito (de segurar as pautas-bomba) — respondeu Temer, que apenas deu um sorriso ao ser questionado se será possível “segurar” o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

DÉFICIT É ‘EXTREMAMENTE PREOCUPANTE’

Mais cedo, em São Paulo, Temer disse que o governo ainda não tem uma estratégia para equacionar o déficit de R$ 30 bilhões que constará do projeto de orçamento a ser enviado ao Congresso Nacional. Durante palestra para empresários, em São Paulo, o vice-presidente classificou o envio com rombo como algo “extremamente preocupante”, mas defendeu a decisão por considerá-la uma forma de garantir a “transparência absoluta das questões orçamentária”.

— O orçamento com déficit é uma coisa extremamente preocupante. Mas por que o orçamento registrou o déficit? Primeiro, para registrar a transparência absoluta das questões orçamentárias. Ou seja, não há maquiagem nas contas.

Para Temer, é preciso construir uma solução conjunta para o problema.

— O melhor era que a transparência se desse (logo) e disséssemos: precisamos do apoio de todos os setores da economia brasileira. No particular, do Congresso Nacional. Temos que construir juntos uma solução para a crise econômica — disse Temer, mencionando o risco de rebaixamento da nota de investimento do país, em função da explicitação do déficit, como algo “péssimo para o Brasil”.

O vice-presidente contou ter dito à presidente Dilma Rousseff que era contra a proposta de volta da CMPF como forma de elevação da arrecadação do governo, sepultada neste fim de semana, devido a resistências à proposta. Para Temer, a ideia resultaria em “derrota fragorosa no Congresso Nacional”.

— Muitas vozes se levantaram contra, eu próprio fiz considerações à senhora presidenta, dizendo eu acho que não pode ser feito dessa maneira, nós precisamos preparar o ambiente, que é como se faz em ambientes democráticos. Caso contrário, nós vamos ter uma derrota fragorosa no Congresso Nacional. A essa altura, não podemos nos dar ao luxo de ter derrotas fragorosas de natureza política no Congresso — afirmou.

01 de SET de 2015 às 08:04:18
Fonte: CEARA AGORA
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Em entrevista ao jornal O Globo, o vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP) disse na tarde desta segunda-feira (31/08), ter “absoluta certeza” de que, mesmo com todo o desgaste a que é submetido o governo, a presidente Dilma Rousseff e ele vão governar “até o fim” do mandato:

— Não acho, não (que Dilma corra perigo de não terminar o mandato). Acho que essas coisas são naturais na democracia, esses embates são rotineiros. Eu tenho absoluta certeza que a chapa vai até o fim (do mandato).

De passagem pelo Rio, onde gravou entrevista para um programa do Canal Brasil, Temer evitou comentar a declaração do ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso, que disse, no dia 17 de agosto, que Dilma deveria fazer uma mea-culpa ou renunciar. Para Temer, foi apenas uma “declaração política”. O vice-presidente voltou a afirmar que a petista conseguirá governar “com tranquilidade”, ainda que enfrente embaraços naturais em qualquer governo:

— A presidente tem condições de continuar a governar com tranquilidade. É claro que haverá sempre embaraços no governo, isso é natural. Mas isso não deve nos assustar e não assusta a presidente. É uma declaração política, não faço comentários a respeito disso — afirmou.

Perguntado pelo O Globo se concordava com a avaliação do Planalto de que o envio do Orçamento de 2016 ao Congresso, com déficit estimado em R$ 30,5 bilhões, teria um “efeito pedagógico” sobre os parlamentares, que poderão colaborar para conter as pautas-bomba, o peemedebista afirmou que a transparência do Orçamento será útil no Congresso, e causará o efeito esperado pelo governo.

— Acho que isso vai fazer com que todos colaborem exatamente para superar o déficit, é isso que vai acontecer. Acho que houve uma transparência que será útil causando esse efeito (de segurar as pautas-bomba) — respondeu Temer, que apenas deu um sorriso ao ser questionado se será possível “segurar” o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

DÉFICIT É ‘EXTREMAMENTE PREOCUPANTE’

Mais cedo, em São Paulo, Temer disse que o governo ainda não tem uma estratégia para equacionar o déficit de R$ 30 bilhões que constará do projeto de orçamento a ser enviado ao Congresso Nacional. Durante palestra para empresários, em São Paulo, o vice-presidente classificou o envio com rombo como algo “extremamente preocupante”, mas defendeu a decisão por considerá-la uma forma de garantir a “transparência absoluta das questões orçamentária”.

— O orçamento com déficit é uma coisa extremamente preocupante. Mas por que o orçamento registrou o déficit? Primeiro, para registrar a transparência absoluta das questões orçamentárias. Ou seja, não há maquiagem nas contas.

Para Temer, é preciso construir uma solução conjunta para o problema.

— O melhor era que a transparência se desse (logo) e disséssemos: precisamos do apoio de todos os setores da economia brasileira. No particular, do Congresso Nacional. Temos que construir juntos uma solução para a crise econômica — disse Temer, mencionando o risco de rebaixamento da nota de investimento do país, em função da explicitação do déficit, como algo “péssimo para o Brasil”.

O vice-presidente contou ter dito à presidente Dilma Rousseff que era contra a proposta de volta da CMPF como forma de elevação da arrecadação do governo, sepultada neste fim de semana, devido a resistências à proposta. Para Temer, a ideia resultaria em “derrota fragorosa no Congresso Nacional”.

— Muitas vozes se levantaram contra, eu próprio fiz considerações à senhora presidenta, dizendo eu acho que não pode ser feito dessa maneira, nós precisamos preparar o ambiente, que é como se faz em ambientes democráticos. Caso contrário, nós vamos ter uma derrota fragorosa no Congresso Nacional. A essa altura, não podemos nos dar ao luxo de ter derrotas fragorosas de natureza política no Congresso — afirmou.

01 de SET de 2015 às 08:04:18
Fonte: CEARA AGORA