Em outubro, a Petrobras já
havia reduzido o preço da gasolina e do diesel, na primeira queda desde 2009. No entanto, a redução não foi passada pelos
postos aos consumidores.
Segundo a Petrobras, se a redução desta terça for
integralmente repassado nas bombas ao consumidor final, o preço do diesel pode
cair 6,6%, ou cerca de R$ 0,20 por litro. Já o efeito sobre os preços da
gasolina seria de queda de 1,3% ou R$ 0,05 por litro.
A empresa, no entanto, lembra que a queda do preço
para o consumidor final não é direta, e "dependerá de repasses feitos por
outros integrantes da cadeia de petróleo, especialmente distribuidoras e postos
de combustíveis".
Em outubro, quando a Petrobras anunciou a primeira
redução, o presidente da estatal, Pedro Parente, já havia adiantado que novas
reduções poderiam ser anunciadas. "Pode-se esperar um maior número de
reajustes. A expectativa é que a gente possa fazer uma avaliação mais rápida
dos nossos preços", disse
na ocasião.
Nesta terça, a Petrobras informou que metodologia
definida pela empresa "prevê a revisão dos preços cobrados nas refinarias
pelo menos uma vez por mês", com objetico de "implementar uma
política de preços competitivos que reflita os movimentos do mercado internacional
de petróleo em períodos mais curtos".
Veja abaixo a íntegra da nota da Petrobras:
"De
acordo com a política de preços anunciada pela Petrobras no dia 14/10/2016, o
Grupo Executivo de Mercado e Preços (GEMP) se reuniu na tarde de hoje e decidiu
reduzir o preço do diesel nas refinarias em 10,4% e da gasolina em 3,1%.
A
combinação de queda no preço do petróleo e derivados entre o dia 14/10 e hoje,
que chega a 12,1%, e a redução da participação da companhia nas vendas ao
mercado interno têm impactos sobre o nível de utilização dos ativos da
Petrobras, especialmente no refino, sobre os níveis de estoques e também sobre
os fluxos de importação e exportação. Essas variáveis justificaram uma correção
maior nos preços do diesel que na gasolina.
A metodologia
definida pela Petrobras prevê a revisão dos preços cobrados nas refinarias pelo
menos uma vez por mês após análise do comitê formado pelo presidente da
companhia, o diretor de Refino e Gás Natural e o diretor Financeiro e de
Relação com Investidores.
O
objetivo é fazer com que a Petrobras possa implementar uma política de preços
competitivos que reflita os movimentos do mercado internacional de petróleo em
períodos mais curtos.
Como a
lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e
derivados, as revisões feitas pela Petrobras nas refinarias podem ou não se
refletir no preço final ao consumidor. Isso dependerá de repasses feitos por
outros integrantes da cadeia de petróleo, especialmente distribuidoras e postos
de combustíveis. Se o ajuste feito hoje for integralmente repassado, o diesel
pode cair 6,6% ou cerca de R$ 0,20 por litro, e a gasolina 1,3% ou R$ 0,05 por
litro."