Em um vídeo um vídeo divulgado em grupos de
WhatsApp, o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Ceará, Valdemiro Barbosa, defendeu que os profissionais
da categoria impedissem a entrada de visitantes nos presídios durante a greve,
no sábado (21).
"Queria pedir a vocês que mantenham a pegada,
vamos à luta, vamos continuar com nossas atividades paralisadas, vamos impedir
a entrada das visitantes porque só assim o Governo do Estado atenderá a nossas
reivindicações", diz o presidente do sindicato.
Na terça-feira (24), o governador do Ceará, Camilo
Santana, responsabilizou esse ato do comando de greve pela crise que resultou na destruição de presídio e na morte de pelo menos 18
detentos em conflitos entre os presos. O G1 tentou falar com o presidente do sindicato, mas as
ligações não foram atendidas.
A diretoria do Sindicato dos Agentes e Servidores
do Sistema Penitenciário do Estado do Ceará (Sindasp-CE) lamentou o
posicionamento do governador e considera que o ocorrido nas unidades prisionais
do Estado não pode ser atribuído à greve. Para o sindicato, o ocorrido já havia
sido previsto pelo conselho penitenciário há semanas, dadas às condições dos
presídios do estado.
Em outro trecho, Valdemiro "parabeniza" a
categoria pelo tumulto causados em cadeias e presídios. "Primeiramente
queria parabenizar a nossa categoria pelo grande movimento. Dezenas de cadeias
públicas paralisadas no interior do Estado, toda a Região Metropolitana
paralisada, tumulto em todas as cadeias, de pequeno e grande porte.
Greve e rebeliões
As rebeliões começaram após a
greve dos agentes penitenciários e o cancelamento das visitas no sábado.
Os detentos destruíram celas, puseram fogo em materiais inflamáveis e mataram
18 detentos em conflitos internos, segundo a Secretaria da Justiça. O juiz
responsável pelo sistema prisional afirma que o número de mortos pode chegar a
26.