Concomitante ao assunto sobre o julgamento do impedimento da
Presidente da República, a nação brasileira está à beira de ter sua internet
fixa limitada pelas operadoras e até o momento, tudo indica, com apoio do
Governo Federal que alega não ter como “intervir“, e que está “se esforçando”.
Antes,
o ideal é entender a diferença que há entre Megabits e Gigabytes. O primeiro
refere-se a velocidade que as operadoras prometem servir na transmissão de
dados, tanto remessa como recebimento (Upload e Download). Gigabytes é
quantidade de informação que transita na internet, ou seja, aquilo que
você baixa ou envia de dados.
A OAB
enviou à Anatel um ofício solicitando que não seja possível limitar o acesso
dos clientes à banda larga fixa e ameaçou ir à Justiça caso o órgão regular
não volte atrás. Em nota, o presidente da OAB, Claudio Lamachia, criticou a
agência e classificou a proposta de cobrança como “anticoncorrencial”. É
inaceitável que uma entidade pública destinada a defender os consumidores opte
por normatizar meios para que as empresas os prejudiquem.
O que
as empresas de telecomunicação pretendem é restringir a quantidade de dados que
transitará pelas redes. Entretanto, sempre foi oferecido isto como ilimitado e
o consumidor contrata, na verdade, a velocidade de transmissão (megas).
Porém,
mesmo dentro dos esforços que estão realizando as entidades de proteção
ao consumidor, tenho notado que não há referências em relação a enorme lesão
que todos estão sofrendo ao longo dos anos, que é o pagamento de um
serviço que, na prática, não existe. O contrato de 100 Megas de velocidade e
Gigabytes ilimitados, que as operadoras prometem fornecer, por exemplo,
são entregues somente o mínimo de 20% da banda contratada. A
empresa prestadora de serviço não garante fornecer 100%, sendo que tudo isto
consta no contrato assinado.
Então, porque contratar 100 Megas de velocidade se vai ter a garantia de 20 Megas (Gigabytes ilimitados)? O contratante dos serviços espera receber, conforme propagandas e no próprio website das empresas, uma velocidade de transmissão de dados que jamais terá.