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Estreita relação entre hipertensão e visão

A oclusão da veia central da retina (OVCR) está relacionada à saúde circulatória e aos hábitos alimentares

Comorbidades como diabetes, obesidade e, principalmente, hipertensão arterial afetam a circulação sanguínea aumentando o risco de uma Oclusão da Veia Central da Retina (OVCR) e de ramos venosos da retina. A hipertensão responde por cerca de 80% dos casos nas pessoas acima de 50 anos de idade.

"Estes quadros obstrutivos podem levar a perda total da visão se não forem prontamente diagnosticados e tratados. É essencial manter o controle da pressão arterial e do diabetes, minimizar a incidência de obesidade, assim como evitar o tabagismo, controlar o colesterol e triglicérides, associando isso a hábitos saudáveis da alimentação e atividade física regular", indica o Dr. André Gomes, membro do Conselho Consultivo e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo.

Fluxo bloqueado

A OVCR ocorre quando o ramo principal da veia (responsável por drenar o sangue da retina) é bloqueado e o fluxo sanguíneo interrompido. Esse bloqueio pode acontecer de três formas: por meio de coágulos sanguíneos; por acúmulo de gordura nas paredes dos vasos; ou pela pressão anormal nas veias da retina. As duas últimas formas são causadas pelo alto colesterol e hipertensão arterial sistêmica elevada, respectivamente.

Segundo o oftalmologista, a pressão anormal nas veias retinianas é a principal causa da doença. Afirma que "a maioria dos pacientes acima dos 50 - que têm obstrução vascular da retina - são hipertensos. No dia-a -dia clínico é comum vermos a falta de informação sobre a saúde ocular e o quanto as pessoas nem desconfiam da estreita relação que existe entre a pressão alta e a visão".

Como tratar

A OVCR provoca embaçamento e manchas escuras no campo de visão, ou até mesmo a perda súbita e indolor da capacidade de enxergar, que pode ou não ser recuperada. "É até possível também que a visão seja restaurada por si só em alguns casos, mas o certo é procurar um especialista para diagnosticar e tratar a obstrução, evitando uma sequela permanente", diz André Gomes.

Quando a veia é obstruída e falta oxigênio à retina, é iniciado um processo biológico para tentar restabelecer o fluxo sanguíneo. Assim, o organismo tenta formar novos vasos, chamados neovasos, que são tidos como anormais, pois sua formação acelerada causa o vazamento de sangue e líquido dentro da retina, além de formar pequenos focos hemorrágicos que danificam a retina e podem causar cegueira.

Quando há o diagnóstico, é indicada a prevenção da formação dos neovasos. O uso de terapias como a aflibercepte (Eylia, da Bayer), é indicado como tratamento que previne a cegueira potencialmente desenvolvida pela OVCR. O uso é feito por meio de aplicações intraoculares que atuam diretamente na área afetada.

16 de JUL de 2016 às 07:41:48
Fonte: Diário do Nordeste
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Comorbidades como diabetes, obesidade e, principalmente, hipertensão arterial afetam a circulação sanguínea aumentando o risco de uma Oclusão da Veia Central da Retina (OVCR) e de ramos venosos da retina. A hipertensão responde por cerca de 80% dos casos nas pessoas acima de 50 anos de idade.

"Estes quadros obstrutivos podem levar a perda total da visão se não forem prontamente diagnosticados e tratados. É essencial manter o controle da pressão arterial e do diabetes, minimizar a incidência de obesidade, assim como evitar o tabagismo, controlar o colesterol e triglicérides, associando isso a hábitos saudáveis da alimentação e atividade física regular", indica o Dr. André Gomes, membro do Conselho Consultivo e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo.

Fluxo bloqueado

A OVCR ocorre quando o ramo principal da veia (responsável por drenar o sangue da retina) é bloqueado e o fluxo sanguíneo interrompido. Esse bloqueio pode acontecer de três formas: por meio de coágulos sanguíneos; por acúmulo de gordura nas paredes dos vasos; ou pela pressão anormal nas veias da retina. As duas últimas formas são causadas pelo alto colesterol e hipertensão arterial sistêmica elevada, respectivamente.

Segundo o oftalmologista, a pressão anormal nas veias retinianas é a principal causa da doença. Afirma que "a maioria dos pacientes acima dos 50 - que têm obstrução vascular da retina - são hipertensos. No dia-a -dia clínico é comum vermos a falta de informação sobre a saúde ocular e o quanto as pessoas nem desconfiam da estreita relação que existe entre a pressão alta e a visão".

Como tratar

A OVCR provoca embaçamento e manchas escuras no campo de visão, ou até mesmo a perda súbita e indolor da capacidade de enxergar, que pode ou não ser recuperada. "É até possível também que a visão seja restaurada por si só em alguns casos, mas o certo é procurar um especialista para diagnosticar e tratar a obstrução, evitando uma sequela permanente", diz André Gomes.

Quando a veia é obstruída e falta oxigênio à retina, é iniciado um processo biológico para tentar restabelecer o fluxo sanguíneo. Assim, o organismo tenta formar novos vasos, chamados neovasos, que são tidos como anormais, pois sua formação acelerada causa o vazamento de sangue e líquido dentro da retina, além de formar pequenos focos hemorrágicos que danificam a retina e podem causar cegueira.

Quando há o diagnóstico, é indicada a prevenção da formação dos neovasos. O uso de terapias como a aflibercepte (Eylia, da Bayer), é indicado como tratamento que previne a cegueira potencialmente desenvolvida pela OVCR. O uso é feito por meio de aplicações intraoculares que atuam diretamente na área afetada.

16 de JUL de 2016 às 07:41:48
Fonte: Diário do Nordeste