Com o veto do Supremo Tribunal Federal (STF) à doação
empresarial para campanhas eleitorais, partidos ouvidos
pelo G1 informaram que devem priorizar o uso de redes sociais
para incentivar doações de militantes na disputa municipal deste ano.
Nesta semana, a reportagem procurou os cinco partidos
com maior número de parlamentares no Congresso Nacional – PMDB, PT, PSDB, PP e
PR – para saber quais estratégias adotarão para arrecadar recursos na
eleição de outubro.
Além das campanhas na internet, as direções das
legendas decidiram delegar aos diretórios estaduais a definição sobre outras
estratégias para garantir recursos para os candidatos.
Além da proibição da doação empresarial às
campanhas pelo STF, outros temas relacionados às disputas eleitorais foram
modificados no ano passado, quando a presidente Dilma Rousseff, atualmente
afastada em razão do processo de impeachment, sancionou a Lei da Reforma Política.
O período da campanha, por exemplo, caiu de 90 para
45 dias – com isso, a propaganda eleitoral terá início no dia 16 de agosto
deste ano.
Em entrevista ao G1 nesta semana,
o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes,
disse que o Supremo Tribunal Federal (STF) colocou "o carro na frente dos bois" ao
proibir que empresas façam doações eleitorais.
"Porque nós discutimos primeiro o
financiamento, sem prestar atenção ao sistema eleitoral. Não alteramos nada no
sistema eleitoral e decidimos mudar o financiamento", disse o magistrado.
"Nós temos agora que aguardar o resultado dessa campanha e ver também se
na reforma política haverá a revisão do sistema eleitoral", concluiu.