“Estava vindo tranquilo, eu tinha descansado e só lembro
quando uma carreta veio para o meu lado. Eu tentei tirar, mas como o caminhão
estava em cima se eu puxasse muito, ele ia tombar. Em seguida, bati de frente
no ônibus. Infelizmente aconteceu, mas eu não tive culpa”, o relato é do
motorista do caminhão suspeito de causar o
acidente que deixou 13 mortos na BR-251, no último sábado (13).
Daniel Alves da Silva, de 39 anos,
contou ao G1 que
saiu do Recife com destino a Franca (SP) e era a primeira vez que passava pelo
trecho. Ele disse que era motorista de van escolar e está desempregado desde
dezembro; o caminhoneiro afirmou ter ganhado R$ 200 para fazer a viagem que
duraria cerca de 35h.
“Eu estava com o dono do caminhão,
ele me chamou para revezar de motorista. Sou habilitado para conduzir caminhão
há mais de 10 anos e nunca tinha me envolvido em um acidente. Eu estava
dirigindo a mais ou menos 6 horas e andava a cerca de 60 ou 70 km/h”, disse. O
dono do veículo morreu no local do acidente e segundo o motorista, ele estava
sem o cinto de segurança.
Daniel Alves da Silva permanece
internado em um hospital de Montes Claros. Ele quebrou o braço, passou por uma
cirurgia e segundo a unidade de saúde, deve ser submetido a outro procedimento
cirúrgico. "Já fiz contato com a minha família e com a família do dono do
caminhão. Estou aqui no hospital sozinho porque não tenho condições financeiras
de trazer minha família", relatou.
O motorista ainda não foi ouvido
pela Polícia Civil, que vai instaurar um inquérito para investigar o caso. No
dia do acidente, ele fez o teste do bafômetro e o resultado foi negativo.
Além do motorista, outras
seis vítimas permanecem internadas em hospitais de Montes
Claros, Francisco Sá, Salinas e Taiobeiras, e, o estado de saúde delas é estável.
Ao todo, 39 pessoas ficaram feridas.
Os
corpos das 13 vítimas fatais já foram identificados no
Instituto Médico Legal de Montes Claros. O acidente envolveu sete veículos: um
caminhão que carregava outro caminhão, dois ônibus, duas carretas e uma van.
Um
dos ônibus era registrado em Catolé do Rocha, no sertão da
Paraíba, e onze pessoas que viajavam no veículo morreram. Seis
vítimas são de Catolé do Rocha, duas de Brejo dos Santos e duas
são de Riacho dos Cavalos.