Somente no mês de setembro, o
Ceará perderá R$ 103 milhões com a queda no repasse do Fundo de Participação
Estadual (FPE), por parte do Governo Federal. Ainda assim, o secretário
estadual da Fazenda, Mauro Filho, afirmou em entrevista à Rádio Tribuna BandNews FM que o Ceará não terá problemas até o
fim do ano para pagamento de pessoal.
Segundo
ele, cortes de gastos no início de 2015 foram fundamentais. “Em janeiro fizemos
aqueles primeiros cortes de 20% nas despesas das secretarias, cujo percentual
está na ordem de 12%. Já são R$ 31 milhões economizados. O reajuste está
permitindo ao Ceará estar numa situação totalmente diferenciada dos demais
estados brasileiros”, assegura.
De
acordo com Mauro Filho, o governador Camilo Santana deve apresentar à
Assembleia Legislativa um pacote de medidas que incluem concessões, mas não entrou
em detalhes. O secretário disse ainda que alguns setores da economia têm pedido
isenção de impostos para driblar a crise.
Mauro
Filho está otimista com a possível volta da Contribuição Provisória sobre
Movimentação Financeira (CPMF). Segundo ele, o imposto deve distribuir, entre
União, estados e municípios, 0,30% das movimentações financeiras, gerar
recursos que vão ajudar o governo estadual a pagar aposentadorias e pensões dos
servidores estaduais.
“Esse
valor seria uma maneira de você dar segurança aos servidores do estado, de que
suas aposentadorias e pensões estariam devidamente resguardadas. Seria um
imposto somente para movimentações financeiras mais elevadas, porque você dá um
conceito de justiça fiscal forte nesse processo”, conclui.
Questionado
sobre o reajuste dos servidores estaduais em 2016, o secretário disse que esse
tema só será discutido em dezembro.