O governo da China confirmou o primeiro caso de zika no país. Segundo informações da agência de notícias estatal Xinhua, o anúncio foi feito nesta terça-feira (9) pela Comissão de Saúde Nacional e Planejamento Familiar.
O paciente é um homem de 34 anos da província de Jiangxi, no sudeste do país, e já se recupera dos sintomas. Ele havia viajado para a Venezuela e apresentou febre, dor de cabeça e tontura no dia 28 de janeiro, antes de retornar para sua cidade no dia 5 deste mês, via Hong Kong e Shenzhen. O homem foi submetido a quarentena e tratado em um hospital de Ganxian desde o dia 6.
A Comissão de Saúde Nacional e Planejamento Familiar afirmou que, segundo funcionários de alto escalão de saúde pública e outros especialistas, o risco de disseminação do vírus é extremamente baixo por conta das baixas temperaturas na região.
Em entrevista à Folha nesta semana, o virologista Pedro Vasconcelos, único brasileiro a integrar o comitê da OMS (Organização Mundial da Saúde) que declarou a zika uma emergência mundial, expressou preocupação com a chegada do vírus ao continente asiático: "Seria bastante assustador ter repercussões da ocorrência de microcefalia nessas regiões".
O avanço do número de casos da
má-formação no cérebro de recém-nascidos pode estar ligado ao vírus da zika.
COLÔMBIA
Segundo o último balanço da OMS, 33 países e territórios relataram transmissão local do vírus, 26 deles nas Américas. Nesta terça, a organização pediu prudência sobre a suposta relação entre o vírus e a morte de três pessoas na Colômbia com a síndrome de Guillain-Barré.
Na semana passada, a Colômbia
anunciou a morte de três pacientes que tinham esse transtorno neurológico e que
haviam entrado em contato com o vírus da zika.
Depois do Brasil, a Colômbia é o país mais afetado pelo surto. As autoridades colombianas decretaram o primeiro nível de alerta (verde) para que os hospitais estejam preparados a responder a uma expansão da doença.
O país também recomendou que as mulheres posterguem entre seis e oito meses seus planos de gravidez.
Nos EUA, o CDC (Centro de Controle e Prevenção de
Doenças) aponta 50 casos confirmados da zika desde dezembro. O
órgão recomenda que gestantes evitem viagens para países e territórios onde a
doença tenha sido transmitida, como o Brasil.