O Programa de Alfabetização na Idade Certa (PAIC),
desenvolvido no Ceará, será expandido para todos os estados da região Nordeste,
segundo o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. O ministro lançou o PNAIC -
Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa -e o PaicMais, a versão
ampliada do PAIC (Programa de Aprendizagem na Idade Certa) nesta segunda-feira
(14), no Palácio da Abolição, sede do Governo do Estado do Ceará.
Segundo o ministro, o Ceará tem os melhores índice
de alfabetização da região graças ao "êxito" do programa. "Nós
verificamos que 22% das crianças não leem na idade certa, 34% não escrevem até
os oito anos de idade, e mais de 50% não domina a matemática nessa idade. No
Nordeste, só o Ceará está acima da média nacional. Isso mostra que essa
experiência é uma experiência exitosa", afirmou o ministro.
O MaisPaic é uma nova versão do PAIC e será
desenvolvido pelo Governo do Estado a partir de 2016. A reedição do programa
irá ampliar o trabalho de cooperação com as prefeituras, que era direcionado
aos alunos da Educação Infantil e do 1º ao 5º ano, para alcançar também os
estudantes do 9º ano das escolas públicas dos 184 municípios cearenses. No
Ceará, o Paic atendia a aproximadamente 821.900 estudantes, da Educação
Infantil ao Ensino Fundamental 1. Agora, com a expansão, em 2016, serão mais
494.400 estudantes (do Ensino Fundamental 2). O total de estudantes atendidos
em 2016, com a expansão ao MaisPaic será de, aproximadamente, 1,3 milhão de
estudantes.
Já o PNAIC é um compromisso formal assumido pela
União com os governos do Distrito Federal, dos estados e municípios para
assegurar a alfabetização na idade certa das crianças que frequentam escolas da
rede pública brasileira.
Entre as ações do Pnaic, está a expansão do
programa de alfabetização, vai garantir bolsas de estudo para 300 mil
professores alfabetizadores para que eles tenham formação nas áreas que o
governo mais necessita. "Estamos lançando a coordenação do programa que
envolve seretarias estaduais e municipais e articulando com professores das
universidades, porque muitos alfabetizadores não estão dando exatamente aquilo
que precisamos dentro da sala de aula."
Os professores também terão bolsas de estudo para
formação universitária em áreas afins. O professor formado em história, por
exemplo, será estimulado a ter também formação em geografia, explica
Mercadante.
Mercadante diz que "não vai medir
esforços" para o funcionamento do programa e diz que ele vai funcionar
independente da aprovação do Orçamento no Congresso. "Ainda assim,
precisamos deixar de pensar em oposição e base, é a educação que está em jogo e
precisamos disso", diz.