Um norte-americano
que havia se “curado” do ebola ficou surpreso ao descobrir que o vírus
reapareceu em seu olho esquerdo e, inclusive, alterou a cor de sua íris, de
azul para verde.
A imagem ao lado,
divulgada pelo Hospital Universitário Emory, mostra o olho do médico Ian
Crozier, 43 anos, totalmente alterado por causa do ebola. Segundo reportagem do
“The New York Times”, Crozier contraiu o ebola em setembro de 2014 e foi
declarado curado em outubro, após diversos exames constatarem a ausência da
doença.
Dois meses depois,
ele teve uma inflamação no olho esquerdo, chamada de uveíte, onde foi relatada
uma pressão intraocular elevada, que provocou inchaço e dificuldades para
enxergar.
A equipe que o
atendeu sabia que o vírus havia invadido seu olho no auge da infecção, no
entanto, não esperava encontrar resquícios da doença por ali.
Síndrome
pós-ebola
O “NYT” afirma que além da inflamação no olho, outros problemas foram relatados
no que a reportagem chamou de “síndrome pós-ebola”.
Ian teve ainda
dores nas articulações, fadiga e perda auditiva profunda, sintomas similares
que têm sido relatados por moradores da África Ocidental que foram
diagnosticados e tratados após a infecção.
Dez dias depois da
inflamação, o olho do médico estadunidense voltou ao normal graças a um
tratamento experimental com uma droga, que não teve o nome divulgado. O uso do
medicamento teve permissão especial da FDA, órgão que controla medicamentos nos
EUA.
Segundo a
Organização Mundial da Saúde, o balanço da epidemia da febre hemorrágica ebola
na África Ocidental ultrapassou a marca de 11 mil mortes. No total, nos três
países mais atingidos pela epidemia – Libéria (declarada livre da epidemia
neste sábado, 9 de maio), Guiné e Serra Leoa – 26.593 pessoas foram afetadas
pelo vírus. De acordo com o relatório da OMS, 11.005 morreram em decorrência da
febre.
O surto de ebola na
África Ocidental, o mais grave desde a identificação do vírus na África Central
em 1976, começou em dezembro de 2013 no sul da Guiné antes de chegar a Libéria
e Serra Leoa. A OMS declarou tratar-se de uma “emergência de saúde pública
global” apenas em agosto de 2014.