Subiu para 41 o número de casos de microcefalia no Ceará em 2015,
segundo boletim epidemiológico divulgado nesta sexta-feira (4) pela Secretaria
da Saúde do Ceará. Em um dos casos foi confirmada a relação da doença com o
zika vírus.
Os casos estão distribuídos nos municípios de Fortaleza (12), Barbalha
(4), Caucaia (2), Cruz (3), Juazeiro do Norte (2) e Mucambo (3); em Aquiraz,
Banabuiú, Crato, Ipaumirim, Itapajé, Jardim, Jijoca de Jericoacoara, Maracanaú,
Mauriti, Missão Velha, Poranga, Quixeré, São Gonçalo do Amarante houve um caso
em cada cidade.
Neste semana, Governo do Ceará pediu ajuda ao Governo Federal para o
combate ao mosquito transmissor da doença.
Com base no resultado de exames realizados em um bebê nascido no Ceará, o
Ministério da Saúde confirmou a relação entre o zika vírus e o surto de
microcefalia na Região Nordeste. Em nota, o ministério
confirmou o resultado do Instituto Evandro Chagas, que anunciou ter
identificado a presença do zika vírus em amostras de sangue e tecidos deste
bebê. Segundo o instituto, o bebê apresentava microcefalia e outras
malformações congênitas, e que acabou morrendo.
Microcefalia
A microcefalia é uma condição rara em que o bebê nasce com um crânio de um
tamanho menor do que o normal – com perímetro inferior ou igual a 33
centímetros. A condição normal é de que o crânio tenha um perímetro de pelo
menos 34 centímetros. Essas medidas, no entanto, valem apenas para bebês
nascidos após nove meses de gestação, e não são referência para prematuros.
Na maior parte dos casos, a microcefalia é causada por infecções
adquiridas pelas gestantes, especialmente no primeiro trimestre de gravidez –
que é quando o cérebro do bebê está sendo formado. De acordo com os
especialistas, outros possíveis causadores da microcefalia são o consumo
excessivo de álcool e drogas ao longo da gestação e o desenvolvimento de
síndromes genéticas, como a síndrome de Down.