O Ceará investiga se os 128 casos de
microcefalia registrados até esta sexta-feira (18) têm relação com infecção com
o zika vírus, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. Em uma
semana, a Secretaria de Saúde do Estado (Sesa) registrou 48 novos casos
em 37 municípios cearenses, de acordo com Boletim Epidemiológico divulgado
nesta sexta-feira. Dos casos suspeitos de terem relação com o zika vírus, um
deles foi confirmado em um bebê que morreu. Além do zika vírus, o mosquito Aedes
aegypti também transmite a febre amarela, a febre chikungunya, a
dengue a a Síndrome de Guillain-Barré.
Microcefalia
A microcefalia é uma condição rara em que o bebê nasce com um crânio de um
tamanho menor do que o normal – com perímetro inferior ou igual a 33
centímetros. A condição normal é de que o crânio tenha um perímetro de pelo
menos 34 centímetros. Essas medidas, no entanto, valem apenas para bebês
nascidos após nove meses de gestação, e não são referência para prematuros.
Na maior parte dos casos, a microcefalia é causada por infecções
adquiridas pelas gestantes, especialmente no primeiro trimestre de gravidez –
que é quando o cérebro do bebê está sendo formado. De acordo com os
especialistas, outros possíveis causadores da microcefalia são o consumo
excessivo de álcool e drogas ao longo da gestação e o desenvolvimento de
síndromes genéticas, como a síndrome de Down.
Recomendações
Para evitar o contágio, a Secretaria de Saúde orienta sobre os cuidados com o
mosquito Aedes aegypti, vetor do vírus. As gestantes devem fazer uso de
repelente tópico, considerando a relação causal entre o Zika vírus e
os casos de microcefalia relacionada ao vírus Zika diagnosticados no país.
Estudos indicam que o uso tópico de repelentes a base de DEET por gestantes não
apresenta riscos.
Em casa, os repelentes ambientais saneantes regularizados devem ser
regularizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Esses produtos não devem ser indicados ou utilizados diretamente em seres
humanos, mas em superfícies inanimadas e/ou ambientes, seguindo sempre, com
atenção, as orientações do fabricante.
É importante que as gestantes realizem um acompanhamento e as consultas de
pré-natal, com a realização de todos os exames recomendados pelo médico.
Elas também não devem consumir bebidas alcoólicas ou qualquer outro tipo de
drogas, não utilizar medicamentos sem orientação médica e evitar contato com
pessoas com febre ou infecções.
Além disso, a população deve adotar medidas que possam reduzir a presença
de mosquitos transmissores de doença, com a eliminação de criadouros e
proteger-se da exposição de mosquitos, como manter portas e janelas fechadas ou
teladas. Gestantes devem usar calça e camisa de manga comprida e utilizar
repelentes permitidos para gestantes.