O Produto Interno Bruto (PIB) do
Ceará cresceu mais que a média nacional de 2010 a 2013, segundo pesquisa Contas
Regionais do Brasil, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),
divulgada ontem. Enquanto o resultado para o País foi de 9,1%, a elevação para
o Estado foi de 10,7%, ficando em 14º lugar dentre os estados que mais
cresceram.
Para todo o período, a participação
do Ceará no PIB se manteve sempre em 2%. Em 2013, o Estado está em 6º colocado
em termos de variação anual do seu produto interno bruto (5%), que também
cresceu acima da média nacional (3%).
Mas quando se analisa o PIB per
capita em 2013, que é o produto interno bruto dividido pela quantidade de
habitantes, o Ceará (com R$ 12.393,39) figura entre os seis menores do País, em
23º lugar. Os outros resultados negativos ficaram para Piauí em 27º, Maranhão
em 26º, Alagoas em 25º, Paraíba em 24º e Bahia em 22º. Esses estados concentram
cerca de 28% do total da população do País e somente 13,6% do PIB.
Análise
Frederico Cunha, gerente de Contas
Regionais do IBGE, avalia que a participação do Ceará na economia do Brasil em
2% “é fenomenal”. “O Estado continua como a terceira economia do Nordeste e o
fato de manter participação na economia brasileira é muito importante”, diz.
Dentre as participações na economia
do País, por setores, Cunha destaca, no Ceará, a indústria de transformação
(1,8%), construção (2,4%) e agricultura (1,7%). E como setores importantes para
a formação do PIB do Estado, a pesquisa aponta que serviços mantêm a maior
participação (74,4%), seguido de indústria (20,5%) e agropecuária (5,22).
“A gente não tem mudança no perfil,
continuamos com serviços sendo o carro-chefe”, comenta Nicolino Trompieri Neto,
coordenador de Contas Regionais do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica
do Cerá (Ipece).
E como o setor de serviços cresceu de
2010 a 2013, saindo de 73% para 74,4% de participação no PIB do Ceará, quem
perdeu foi a indústria, de 21,9% para 20,5%. Dentre atividades que puxaram
serviço em 2013, estão comércio (15,7%) e setor público (22,9%).
Uma novidade da pesquisa, com base no
ano de 2010 e calculada até 2013, é o PIB calculado pela ótica da renda. Por
esta visão, os salários do Estado, perante a economia do Brasil, representam
2,3% dos salários do País.