O Sindicato dos Professores e Servidores da
Educação do Ceará afirmaram por meio de nota nesta segunda-feira (9) que vai recorrer da
decisão da Justiça que torna ilegal a greve da categoria e vai dar continuidade
a atos e manifestações já agendadas.
A Justiça decretou na sexta-feira (6) a ilegalidade
da greve, que começou em 25 de abril, e determinou o fim das paralisações. O
sindicato afirma que até esta segunda-feira não foi notificado e vai recorrer
da decisão.
"O Sindicato Apeoc afirma que a agenda de
mobilização da greve está mantida, com a realização de um grande ato nesta
quarta-feira", afirma o sindicato.
Para os professores, a greve é legal por ser
resultado "de uma insatisfação geral da comunidade escolar em relação às
más condições de ensino-aprendizagem, problemas de estrutura nas escolas,
demora na liberação de processos funcionais e, principalmente, ao atraso no
pagamento do reajuste geral dos servidores desde o dia 1° de janeiro", diz
a nota.
Reivindicações
Além do aumento de 12,67%, os grevistas reivindicam uma melhoria das condições
de ensino e trabalho na rede estadual, o aumento da verba para merenda escolar,
realização de novos concursos públicos e ampliação da rede de atendimento do
ISSEC.
A greve afeta cerca de 445 mil alunos, maioria no
ensino médio, em aproximadamente 700 escolas. No Ceará, há cerca de 13.800
professores efetivos e 10 mil temporários.