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Visita à Praia do Futuro anima pacientes infantis

O passeio promovido pela casa de apoio Lar Amigos de Jesus é motivo de diversão para crianças com câncer

A casa de apoio Lar Amigos de Jesus, que acolhe crianças com câncer e familiares, promoveu uma tarde de lazer para as crianças e suas mães ( Foto: Fabiane de Paula )

Banhar-se no mar, brincar de bola, construir montes de terra, correr com os amigos e lanchar. As ações que parecem simples e comuns, ganham outro sentido quando a condição de quem deseja realizá-las nem sempre é de plena saúde. Mas, se a rotina de tratamento é pesada, por que não procurar aliviá-la? Na tentativa de contribuir para esta melhoria, a casa de apoio Lar Amigos de Jesus, entidade sem fins lucrativos, situada em Fortaleza, que acolhe crianças com câncer e familiares, realizou, na tarde ontem, uma visita de lazer à Praia do Futuro.

No transporte, mães e crianças - oriundas de diversas cidades do interior do Ceará e também de outros Estados do Norte e Nordeste -, diagnosticas com câncer e que estão em tratamento, se organizaram por volta das 16h. Ao chegar à praia, já no fim da tarde, o clima entre cerca de 20 mães e crianças era de ansiedade e animação.

"Esses passeios sempre alegram todos. É um momento esperado por eles e também por nós", conta a dona de casa Joelma Pereira Alves, natural de Salitre, no Cariri, que há dois anos realiza o tratamento da pequena Ana Glória, diagnostica com um câncer de pele melanoma (que tem origem nas células produtoras de melanina, substância que determina a cor da pele).

Na praia, Ana não parava. Além de correr e brincar na areia, a missão da tarde era encher de conchinhas do mar uma peneira. E a menina, de 7 anos, não desanimou. "Ana já fez quatro cirurgias durante o tratamento. Talvez precise fazer a quinta. Já passou por seis internações. Ela tem uma força enorme e esse tipo de passeio nós distrai muito", reforça a mãe.

A sensação de alívio e lazer também foi partilhada pela agricultora Damiana Pereira Alves e o filho adolescente Jonas Pereira Alves. Do mar, Jonas saiu pouco. A diversão para ele era lá. "Ele adora. E nesse tempo que estamos na casa de apoio, pudemos várias vezes participar de passeios assim", afirma Damiana. Oriunda de Baixio, a agricultora há 11 meses está abrigada com o filho no Lar Amigos de Jesus.

Jonas tem linfoma e já passou por quimioterapia. A previsão de conclusão do tratamento é dezembro de 2017. Até lá, os dois esperam ainda passar "por dias diferentes" como o vivido ontem. "Eu gosto desses passeios. Antes da praia, fomos em um museu que eu andei até a cavalo", conta o adolescente.

Doações

Para a irmã Conceição, idealizadora da casa de apoio, os passeios promovidos pela entidade buscam dar conforto e distrair os pacientes e parentes acolhidos. A religiosa defende que a "absorção de energias boas dos ambientes externos tem, ao longo dos anos, ajudado as diversas famílias que passaram pelo abrigo a superarem dores e desafios".

O projeto de visitas de lazer é um dos 14 desenvolvidos pela casa de apoio, que, além de acolher famílias do interior e de outros Estados, custeia transporte, alimentação e até medicamentos. O Lar conta com 70 voluntários e sobrevive de doações.

11 de JUL de 2016 às 07:43:53
Fonte: Diário do Nordeste
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A casa de apoio Lar Amigos de Jesus, que acolhe crianças com câncer e familiares, promoveu uma tarde de lazer para as crianças e suas mães ( Foto: Fabiane de Paula )

Banhar-se no mar, brincar de bola, construir montes de terra, correr com os amigos e lanchar. As ações que parecem simples e comuns, ganham outro sentido quando a condição de quem deseja realizá-las nem sempre é de plena saúde. Mas, se a rotina de tratamento é pesada, por que não procurar aliviá-la? Na tentativa de contribuir para esta melhoria, a casa de apoio Lar Amigos de Jesus, entidade sem fins lucrativos, situada em Fortaleza, que acolhe crianças com câncer e familiares, realizou, na tarde ontem, uma visita de lazer à Praia do Futuro.

No transporte, mães e crianças - oriundas de diversas cidades do interior do Ceará e também de outros Estados do Norte e Nordeste -, diagnosticas com câncer e que estão em tratamento, se organizaram por volta das 16h. Ao chegar à praia, já no fim da tarde, o clima entre cerca de 20 mães e crianças era de ansiedade e animação.

"Esses passeios sempre alegram todos. É um momento esperado por eles e também por nós", conta a dona de casa Joelma Pereira Alves, natural de Salitre, no Cariri, que há dois anos realiza o tratamento da pequena Ana Glória, diagnostica com um câncer de pele melanoma (que tem origem nas células produtoras de melanina, substância que determina a cor da pele).

Na praia, Ana não parava. Além de correr e brincar na areia, a missão da tarde era encher de conchinhas do mar uma peneira. E a menina, de 7 anos, não desanimou. "Ana já fez quatro cirurgias durante o tratamento. Talvez precise fazer a quinta. Já passou por seis internações. Ela tem uma força enorme e esse tipo de passeio nós distrai muito", reforça a mãe.

A sensação de alívio e lazer também foi partilhada pela agricultora Damiana Pereira Alves e o filho adolescente Jonas Pereira Alves. Do mar, Jonas saiu pouco. A diversão para ele era lá. "Ele adora. E nesse tempo que estamos na casa de apoio, pudemos várias vezes participar de passeios assim", afirma Damiana. Oriunda de Baixio, a agricultora há 11 meses está abrigada com o filho no Lar Amigos de Jesus.

Jonas tem linfoma e já passou por quimioterapia. A previsão de conclusão do tratamento é dezembro de 2017. Até lá, os dois esperam ainda passar "por dias diferentes" como o vivido ontem. "Eu gosto desses passeios. Antes da praia, fomos em um museu que eu andei até a cavalo", conta o adolescente.

Doações

Para a irmã Conceição, idealizadora da casa de apoio, os passeios promovidos pela entidade buscam dar conforto e distrair os pacientes e parentes acolhidos. A religiosa defende que a "absorção de energias boas dos ambientes externos tem, ao longo dos anos, ajudado as diversas famílias que passaram pelo abrigo a superarem dores e desafios".

O projeto de visitas de lazer é um dos 14 desenvolvidos pela casa de apoio, que, além de acolher famílias do interior e de outros Estados, custeia transporte, alimentação e até medicamentos. O Lar conta com 70 voluntários e sobrevive de doações.

11 de JUL de 2016 às 07:43:53
Fonte: Diário do Nordeste