A Justiça determinou o afastamento por 120 dias do
prefeito de Quixadá, no
interior do Ceará, João Hudson Rodrigues Bezerra, e secretários municipais por
atos de improbidade administrativa, ao descumprir decisões judiciais que tinham
objetivo de garantir o salários de servidores públicos.
A decisão foi do juiz auxiliar da 1ª Vara da
Comarca de Quixadá, Adriano Ribeiro Furtado, atendendo a pedido do Ministério
Público Estadual no Ceará (MPCE). O juiz autorizou também o cumprimento de
mandados de busca e apreensão na Prefeitura de Quixadá e nas secretarias
municipais, na operação batizada "Folhas em branco".
O prefeito de Quixadá não foi localizado pelo G1, e o servidores da Prefeitura de Quixadá não se
pronunciaram sobre o assunto.
Além de João Hudson, foram afastados a gestora e
ordenadora de despesa do gabinete da Prefeitura, Ayla Mayara Arneiro de Barros;
dos secretários municipais de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente, Francisca
Verônica Costa Marinho; de Educação, Antônio Martins de Almeida Filho; de
Planejamento e Finanças, Raimundo Nonato Martins; do Desenvolvimento Social,
Vera Lúcia Coelho de Aragão; do gestor e ordenador de despesa do Departamento
Municipal de Trânsito de Quixadá, Geipson Lopes; e do procurador-geral do Município,
Edil de Castro Cavalcante.
Na decisão, o juiz determina ainda a
indisponibilidade de bens dos gestores no valor de R$ 600 mil, correspondente
ao valor da multa a ser imposta, cem vezes o valor da remuneração recebida por
cada agente público.
De acordo com o Ministério Público, o pedido tem
objetivo de adotar "imperiosa medida, sempre velando pela dignidade da
pessoa humana, em defesa de direitos fundamentais indisponíveis, da ordem
jurídica e do regime do estado democrático de direito".