O nível de desemprego no Ceará chegou a 10,8% no
primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2015, segundo pesquisa
divulgada nesta quinta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE). Na Região Metropolitana de Fortaleza, a taxa é ainda maior,
11,5%.
A pesquisa mostra que os trabalhadores do Distrito
Federal têm, em média, o maior rendimento: R$ 3.598, seguido por São Paulo, R$
2.588, e Rio de Janeiro, R$ 2.263. Na outra ponta, estão Maranhão, R$ 1.032,
Piauí, R$ 1.263, e Ceará, R$ 1.285, o terceiro pior nível do país.
Os dados mostram que o desemprego subiu em todas as
grandes regiões do país, principalmente no Nordeste. No Nordeste, a taxa passou
de 9,6% para 12,8%, no Sudeste, de 8% para 11,4%, no Norte, de 8,7% para 10,5%,
no Centro-Oeste, de 7,3% para 9,7%, e no Sul, de 5,1% para 7,3%.
O avanço do desemprego no Ceará foi o 6º maior no
período, entre as unidades da federação que apresentaram aumento significativo
da taxa de desocupação (1,8%), frente ao 4º trimestre de 2015. A pesquisa
mostra ainda que o rendimento médio real habitual, para a RM de Fortaleza, no
primeiro trimestre de 2016, foi de R$ 1.636. Na capital Fortaleza esse
rendimento foi de R$ 1.834.
“Tradicionalmente as taxas do Nordeste são mais
altas por diversos motivos: processo de informalização maior - o comércio
nessas áreas ou parte dos serviços tendem a ser voltados pela informalidade.
Isso traz para o mercado de trabalho uma procura maior [por emprego]. Além
disso, tem uma concentração menor de indústria, além de tudo isso, concentra
uma população mais jovem. É um conjunto de fatores que tradicionalmente colocam
as regiões de Norte e Nordeste num patamar mais alto na taxa de desocupação”,
disse Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.
Carteira
de trabalho
No Brasil, o percentual médio de trabalhadores empregados com carteira assinada
chegou a 78,1%. Na análise das regiões, a Sul apresentou o maior número, de
85,1%, seguido por Sudeste, 83,7%, Centro-Oeste, 78,1%, Norte, 63,5%, e
Nordeste, 63,1%.
Entre os Estados, os maiores percentuais partiram
de Santa Catarina, 89,1%, Rio de Janeiro, 86,3%, e São Paulo, 85,5%. E os
menores vieram de Maranhão, 52,5%, Piauí, 53,3%, e Paraíba, 57,3%.
Nível de
ocupação
O nível de ocupação (indicador que mede a parcela da população ocupada em
relação à população em idade de trabalhar) ficou em 54,7% para o Brasil no 1º
trimestre de 2016. Apenas a região Nordeste (49%) ficou abaixo da média do
país.
Entre as grandes regiões, a maior diferença foi
observada entre homens e mulheres ocorreu na região Norte, 27 pontos
percentuais, e a menor, na Sul.