No mês de agosto e até o mês de novembro, a
temperatura média, no Ceará, deverá permanecer cerca de 2° mais baixa em
relação ao mês de dezembro – o mês mais quente no Estado, segundo a Fundação
Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).
Essa diminuição na temperatura é registrada principalmente durante a madrugada e o começo da manhã. Na madrugada desta terça-feira (2), a temperatura de Fortaleza marcou 23°; em Tauá, 19,8° e em Juazeiro do Norte, 17°.
Além da temperatura mais amena, desde o mês de
julho há o registro do aumento da velocidade dos ventos, que deve seguir até o
próximo mês. Nesta manhã, os ventos na capital cearense estavam a 40 km/h e
podem chegar a 70km/h até o próximo mês.
“O que faz
reduzir a temperatura, além do aumento na velocidade dos ventos, é o período de
inverno. Pelo fato de a gente estar no inverno, no hemisfério sul, faz com que
a temperatura fique em torno de 2° mais baixa que no mês de dezembro. Em
Fortaleza, a temperatura mínima em dezembro é em torno de 25° e a máxima chega
a 33°”, explica o meteorologista da Funceme, Davi Ferran.
Apesar da queda na temperatura, o mesmo não ocorre
com a umidade relativa do ar, que tende a ficar mais baixa por causa da falta
de chuva neste período. “A unidade relativa do ar está relacionada com a
quantidade de vapor que tem na atmosfera, relacionados também com a
temperatura. Ou seja, neste segundo semestre, como é a estação seca no Ceará,
praticamente em todos os dias temos valores abaixo de 30% no interior do
Estado”, explica.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o
nível ideal para o organismo humano gira entre 40% e 70%. Acima desses valores,
o ar fica praticamente saturado de vapor d’água, o que interfere no mecanismo
de controle da temperatura corporal exercido pela transpiração. Quanto mais
alta a temperatura e mais úmido o ar, mais lenta será a evaporação do suor, que
ajuda a dissipar o calor e a resfriar o corpo.